O cantor Pablo, conhecido como Pablo do Arrocha, se manifestou após o cancelamento de dois shows que seriam realizados nos Estados Unidos. As apresentações estavam previstas para os dias 2 de outubro, em Boston, e 3 de outubro, em Newark, e faziam parte da Turnê EUA 2026, anunciada em parceria com o cantor Eduardo Costa.
O cancelamento gerou uma série de acusações por parte da produtora norte-americana Schuina Productions. O empresário Adilson Alves Schuina afirmou que teria investido mais de US$ 88 mil — valor estimado em cerca de R$ 455 mil — na realização dos eventos e acusou a equipe do artista de não cumprir o compromisso.
Segundo o empresário, parte do cachê já havia sido paga, além de despesas relacionadas à viagem e à produção dos shows. Entre os gastos citados estão petições, passagens aéreas executivas para Pablo, a esposa do cantor e o empresário Mário Paim.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Schuina afirmou que foi informado de que Pablo não embarcaria para os Estados Unidos. O empresário também disse ter documentos relacionados ao processo migratório e afirmou que a produtora teria cumprido as exigências necessárias para a realização da turnê.
“Simplesmente o Mário Paim, que é um empresário do Pablo, falou que não ia embarcar”, declarou.
O empresário também afirmou que, após o cancelamento, recebeu uma proposta para substituir o compromisso nos Estados Unidos por um show de Pablo no Brasil. Schuina criticou a sugestão e classificou a situação como um prejuízo para a produtora.

Equipe de Pablo atribui cancelamento a problemas migratórios
Após a repercussão das acusações, a M&P Produções, escritório responsável pela carreira de Pablo, divulgou um comunicado nas redes sociais na quarta-feira (30) para explicar o cancelamento.
Segundo a equipe, profissionais considerados fundamentais para a realização das apresentações tiveram os vistos negados durante o processo de imigração. Além disso, os passaportes de outros integrantes da equipe só teriam sido disponibilizados na própria quarta-feira, data prevista para o embarque.
A empresa afirmou que o cancelamento ocorreu por circunstâncias relacionadas exclusivamente ao processo migratório e que a decisão não teria partido unilateralmente do artista ou de sua equipe.
“É importante esclarecer que a impossibilidade de realização das apresentações decorre de circunstâncias supervenientes e alheias à vontade do artista e de sua equipe, relacionadas exclusivamente ao processo migratório, não decorrendo de qualquer decisão unilateral ou conduta atribuível ao artista e sua equipe.”
A M&P Produções também lamentou o cancelamento e agradeceu a compreensão do público.
Shows tinham ingressos vendidos
A Turnê EUA 2026 havia sido divulgada como uma parceria entre Pablo e Eduardo Costa. Uma das apresentações chegou a ter ingressos de determinado setor esgotados antes do cancelamento.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após as declarações do empresário norte-americano, que afirmou ter documentos e comprovantes dos valores investidos na produção dos eventos.
Até o momento, as partes apresentam versões diferentes sobre as circunstâncias que impediram a realização dos shows. A equipe de Pablo sustenta que problemas envolvendo vistos e passaportes inviabilizaram a viagem, enquanto a produtora afirma ter realizado os procedimentos necessários e cobra explicações pelos valores desembolsados.










































