A descoberta de um passaporte atribuído a Eliza Samudio em Portugal trouxe novamente à tona questionamentos sobre o caso que chocou o Brasil em 2010. O documento, localizado em um apartamento alugado no país europeu, reacendeu especulações sobre uma possível viagem da modelo à Europa anos antes de seu desaparecimento.
De acordo com informações apuradas, o passaporte foi emitido em 2006 e apresenta o último carimbo de entrada datado de 2007, sem registro oficial de saída. Relatos da época indicam que Eliza teria viajado à Europa para assistir a partidas de futebol e conhecer o jogador português Cristiano Ronaldo, com quem teria vivido um breve envolvimento.
Em entrevistas concedidas antes de sua morte, Eliza afirmou que esteve em Portugal em maio de 2007 e chegou a mostrar uma foto ao lado do atleta, tirada poucos dias após sua chegada ao país. Segundo ela, o contato entre os dois continuou por mensagens, e o relacionamento não teria passado de encontros casuais. Naquele período, Cristiano Ronaldo atuava pelo Manchester United e frequentemente tinha sua vida pessoal associada a modelos e celebridades.
Ainda conforme relatos, Eliza teria retornado a estádios europeus ao menos outras duas vezes entre 2008 e o início de 2009, reforçando a versão de que esteve no continente mais de uma vez.
Documento sob investigação
O passaporte foi encontrado no fim de 2025, guardado entre livros em uma estante de um apartamento em Portugal. A descoberta foi divulgada por um canal de comunicação digital que entrevistou o homem responsável por localizar o documento. As identidades dele e da locatária do imóvel permanecem sob sigilo enquanto as autoridades investigam o caso.
O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que comunicou o Itamaraty, em Brasília. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o passaporte, já expirado e oficialmente cancelado, será enviado à sede do ministério e ficará à disposição da família de Eliza, caso haja interesse em recebê-lo.
Manifestação da família
Na terça-feira (6), Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, criticou a repercussão do caso e lamentou a exposição contínua do nome e da imagem da filha. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que busca preservar sua saúde emocional, mas cobrou respostas das autoridades.
“Esta é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas. Minha filha merece respeito, verdade e justiça”, escreveu.
O caso segue sob apuração, e a autenticidade do passaporte, assim como as circunstâncias em que foi encontrado, ainda estão sendo analisadas pelas autoridades competentes.















































