A mais recente lista da Forbes Brasil com os 255 brasileiros mais ricos trouxe um nome que despertou atenção no mercado financeiro: Amélie Voigt Trejes. Aos 21 anos, a jovem catarinense figura como a bilionária mais jovem do mundo, graças à sua participação acionária na WEG, maior fabricante de motores elétricos da América Latina.
Moradora de Florianópolis (SC), Amélie possui uma fortuna estimada em R$ 5,7 bilhões, patrimônio que a coloca entre os cerca de 4 mil bilionários mais ricos do planeta.
Herança de uma gigante da indústria
Amélie é neta de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG. A companhia foi criada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), por Werner, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, com um capital inicial de 3.600 cruzeiros e o objetivo de fabricar motores elétricos.
Ao longo das décadas, a empresa se transformou em uma multinacional de referência nos setores de equipamentos elétricos, automação industrial, geração de energia e tecnologia. Hoje, a WEG está entre as empresas mais valiosas da B3, com valor de mercado superior a R$ 210 bilhões.
A expansão internacional começou em 1970, quando a empresa iniciou exportações para países da América Latina, como Guatemala, Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia. No ano seguinte, suas ações passaram a ser negociadas na Bolsa de Valores brasileira.
Atualmente, a companhia possui operações em 44 países, fábricas distribuídas por 16 nações e unidades em mercados estratégicos, como Estados Unidos, Argentina e México.
Resultados bilionários
A WEG segue em ritmo de crescimento. No último ano, a empresa registrou um faturamento de aproximadamente R$ 40,8 bilhões, mantendo posição de destaque na indústria global.
No segundo trimestre, o lucro líquido alcançou R$ 1,56 bilhão, resultado cerca de 2% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, mas 7% superior ao obtido no trimestre imediatamente anterior.
Apenas acionista
Apesar de integrar uma das famílias controladoras da empresa, Amélie não exerce funções executivas nem ocupa cadeira no conselho de administração da WEG. Sua participação está restrita ao papel de acionista.
Mesmo assim, sua posição acionária foi suficiente para torná-la a pessoa mais jovem do mundo a integrar o grupo dos bilionários, superando o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da indústria farmacêutica.
Família reúne dezenas de bilionários
Amélie não é a única integrante da família a aparecer na lista dos mais ricos. Seus irmãos gêmeos também são acionistas relevantes da companhia, assim como diversos parentes.
Conhecida no mercado como uma verdadeira “fábrica de bilionários”, a WEG reúne pelo menos 29 herdeiros bilionários, entre eles Eduardo Voigt Schwartz, Lívia e Dora Voigt de Assis, Mariana Voigt Schwartz Gomes e Anne Werninghaus, descendente de um dos fundadores da empresa.
O caso de Amélie evidencia como a valorização da WEG ao longo das últimas décadas transformou a empresa catarinense em uma das maiores geradoras de patrimônio do Brasil, consolidando sua família entre as mais ricas do país.










































