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Quem é Tatiana Sampaio: a cientista brasileira que está revolucionando a medicina regenerativa

Conheça a trajetória da cientista brasileira que lidera a pesquisa da polilaminina, descoberta promissora que pode transformar o tratamento de lesões na medula espinhal.

tatiana sampaio
Foto: Reprodução

Tatiana Lobo Coelho de Sampaio é uma bióloga e pesquisadora brasileira cujo trabalho pode transformar para sempre o tratamento de lesões na medula espinhal — lesões que, até agora, eram consideradas irreversíveis.

Aos 59 anos, Tatiana é professora titular e chefe de laboratório no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular. Sua trajetória acadêmica começou ainda jovem, com graduação em biologia, seguida de mestrado, doutorado e pós-doc nos Estados Unidos e na Europa.

Mas o que realmente a tornou uma das cientistas mais comentadas do Brasil — e da comunidade científica internacional — é a sua liderança na descoberta da polilaminina, uma molécula que pode promover a regeneração de neurônios e devolver movimentos a pessoas com lesões medulares graves.

Tatiana Sampaio – Foto: Reprodução

O que é polilaminina e por que importa

A polilaminina é uma forma modificada em laboratório da laminina, uma proteína naturalmente presente no corpo humano que auxilia na conexão entre neurônios. A versão criada por Tatiana foi desenvolvida a partir de proteínas extraídas da placenta humana e tem propriedades que estimulam a formação de novos caminhos nervosos após uma lesão.

Pesquisas iniciadas na década de 1990 mostraram que, quando a polilaminina é aplicada em áreas lesionadas da medula espinhal, ela pode ajudar neurônios a reconectar caminhos interrompidos pela lesão, favorecendo a transmissão de sinais elétricos que possibilitam o movimento.

Estudos clínicos preliminares e aplicações científicas em modelos animais e em pacientes humanos em fase experimental demonstraram resultados promissores — incluindo recuperação parcial e total de movimentos em algumas pessoas que antes eram paraplégicas ou tetraplégicas.

Uma das histórias mais marcantes é a do bancário Bruno Drummond de Freitas, que após um acidente ficou incapaz de mover a maior parte de seu corpo — até que, com o tratamento experimental à base de polilaminina, ele recuperou funções motoras que haviam sido consideradas perdidas.


Trajetória e paixão pela ciência

Tatiana sempre demonstra que sua vocação pela ciência começou cedo. Ainda criança, ela já se interessava por entender como as coisas funcionam, e essa curiosidade a guiou até a biologia celular e, mais tarde, para a pesquisa biomédica avançada.

Durante décadas, sua rotina foi marcada por trabalho intenso no laboratório, muitas vezes dedicando longas horas ao estudo de proteínas da matriz extracelular — um tema que, embora essencial, costumava receber pouca atenção na comunidade científica.

Apesar da intensidade da carreira, a cientista mantém uma vida pessoal vibrante no Rio de Janeiro, onde aprecia a cultura local, o samba e a convivência com amigos e alunos.


Para onde vai a pesquisa agora

Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o início de estudos clínicos formais para testar a segurança do tratamento com polilaminina em pacientes com lesão medular. Essa é uma etapa crucial para que a criação de Tatiana possa, eventualmente, ser reconhecida oficialmente como terapia eficaz e disponibilizada como opção terapêutica no tratamento de traumas na coluna vertebral.

O processo de aprovação continua, com ensaios clínicos iniciando pela fase 1 em voluntários, e a expectativa no meio científico é alta, embora especialistas alertem que cuidados e etapas regulamentares ainda devem ser cumpridos antes de se afirmar definitivamente que o tratamento será seguro para uso geral.


O impacto de sua contribuição

Se a terapia baseada em polilaminina se confirmar eficaz, ela poderá significar uma mudança histórica no tratamento de lesões medulares, que hoje afetam milhares de pessoas no Brasil e no mundo e para as quais há poucas opções de recuperação motora.

Além disso, a descoberta representa um marco para a ciência nacional, colocando o Brasil na vanguarda de pesquisas em neurobiologia regenerativa e abrindo portas para novas abordagens terapêuticas baseadas no entendimento da matriz extracelular.

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Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

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