Rita Cadillac, 71 anos, voltou a emocionar o público ao relembrar momentos delicados de sua trajetória pessoal. Durante sua participação no programa No Alvo, a eterna musa abriu o coração e falou sobre a decisão de se afastar do filho, Carlos César, quando ele tinha apenas 1 ano de idade.
“As feridas são curadas, mas não são totalmente curadas, porque sempre existe uma cicatriz. Eu tive que largar meu filho pra sobreviver. Foi uma viagem que eu tinha que ir para fora do país, e aí tive que deixar ele pequeno, com um ano. Só voltei a pegar definitivamente aos nove anos de idade. É claro que machuca saber que você é proibida de ver seu filho, saber que disseram para ele que você está morta, sendo que eu sempre tentei procurar, sempre tentei falar, mas nunca pude”, revelou a artista.
O reencontro aconteceu quando Carlos já tinha 9 anos. Rita não escondeu a emoção ao contar como retomou a convivência: “Quando eu consegui um jeito de ‘sequestrar o meu próprio filho’, eu não pensei duas vezes. Sequestrei e trouxe pro Rio de Janeiro, e até o dia de hoje ele está comigo”.
Apesar da união, Rita admite que os desafios continuaram. Ela relembrou situações em que o filho sofreu preconceito por ser “filho da Rita Cadillac”: “Até um professor, uma vez, falou que achava a mãe dele gostosa; ele não pensou duas vezes, deu-lhe um soco na cara e foi expulso do colégio. Essas coisas, às vezes, ainda ficam no coração, porque você fala: ‘Será que eu fui uma boa mãe? Será que eu fui aquela mãe que ele sonhava?’”.
A artista também recordou a própria infância marcada por abandono. Sua mãe, Geni, a deixou ainda pequena e só voltou décadas depois, em busca de dinheiro. “Eu a perdoava como ser humano, mas como filha jamais. Ela sabia a minha vida inteira onde eu estava. Por que não procurou? Só procurou porque apareceu uma entrevista que eu tinha dinheiro, coisa que não era verdade. Foi mais uma borrada que a gente leva na vida, mas que a gente consegue superar”, desabafou.
















































