O empresário Roberto Justus e a influenciadora Ana Paula Siebert conquistaram uma vitória importante na Justiça em meio a uma batalha contra o cyberbullying. Após processarem a plataforma X (antigo Twitter), o casal conseguiu um acordo que obriga a rede social a fornecer os dados pessoais de seis usuários que publicaram mensagens de ódio e ameaças contra a filha deles, Vicky, de apenas cinco anos.
Com a decisão, Justus e Ana Paula poderão processar individualmente os autores dos ataques, que chegaram a incluir ameaças explícitas de violência contra a criança. O caso reforça os limites da liberdade de expressão e mostra que o anonimato na internet não protege quem pratica crimes virtuais.
Origem do caso: ataques após foto da filha
A disputa judicial começou em julho, quando o casal compartilhou nas redes sociais uma foto de Vicky segurando uma bolsa de grife. A publicação gerou uma onda de comentários agressivos, muitos deles direcionados à menina.
Segundo a denúncia, algumas mensagens chegaram a ultrapassar todos os limites, incluindo ameaças de extrema violência. Um dos perfis chegou a pedir “uma foto em que a menina estivesse em um moedor de carne”. Diante da gravidade, Justus e Ana Paula recorreram à Justiça.

Decisão judicial e quebra do anonimato
No processo, os advogados pediram que o X fornecesse os dados de seis perfis responsáveis pelos ataques. De acordo com a colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, o casal e a rede social chegaram a um acordo amigável em setembro.
A plataforma forneceu de forma sigilosa informações de identificação, como nome, CPF, endereço IP e endereço residencial dos usuários. Em troca, o casal concordou em não buscar indenizações contra o X. Agora, cada um dos haters deverá responder individualmente na esfera cível e criminal.
Impacto do caso na luta contra o cyberbullying
A vitória de Roberto Justus e Ana Paula Siebert representa um marco na luta contra o discurso de ódio nas redes sociais. O caso demonstra que ameaças virtuais têm consequências reais e que a Justiça pode sim quebrar o anonimato em situações de crimes digitais.
Para especialistas, a decisão abre precedentes importantes, lembrando que o ambiente online não é uma “terra sem lei” e que ataques, ofensas e ameaças podem resultar em responsabilização legal.















































