O cantor e compositor Roberto Müller, conhecido nacionalmente como “Pingo de Ouro”, morreu nesta quinta-feira (24), aos 89 anos, no Recife (PE). Natural de Piracuruca, no Piauí, o artista estava internado desde 13 de setembro e, segundo informações divulgadas por familiares e veículos locais, enfrentava um quadro de pneumonia.
A morte foi comunicada pela Prefeitura de Piracuruca, que publicou uma nota de pesar destacando a importância do artista para a cultura do município e para a música popular brasileira.
“Orgulho de nossa terra, o filho de Piracuruca levou o nome de nossa cidade a todo o país com sua voz inconfundível e grandes sucessos que embalaram o Brasil”, afirmou a prefeitura em nota.
Mais de seis décadas dedicadas à música
Nascido José Ribamar da Silva, em 1937, Roberto Müller iniciou a carreira artística em 1955, na Rádio Timbira, em São Luís (MA). Na década de 1960, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ampliou a carreira e passou a se apresentar em emissoras de rádio e programas de televisão.
Foi durante essa fase que ganhou o apelido que o acompanharia por toda a trajetória. O apresentador Chacrinha passou a chamá-lo de “Pingo de Ouro”, em referência ao seu estilo romântico e à popularidade que conquistou entre o público.
Müller se destacou principalmente pela interpretação de boleros e músicas românticas. Entre os trabalhos que marcaram sua carreira estão “Entre Espumas”, “Nunca Mais Brigarei Contigo”, “Chega” e “Sofro por Ti”. Ao longo de mais de 60 anos de atividade, gravou dezenas de discos e conquistou admiradores em diferentes regiões do país.
Últimos anos
Nos últimos anos, Roberto Müller enfrentou problemas de saúde e permaneceu acamado. Segundo a neta do cantor, Lídia Queiroz, ele havia sofrido três AVCs ao longo da vida e seu estado de saúde se deteriorou progressivamente.
O artista morava no Recife havia mais de três décadas. A internação que antecedeu sua morte começou em 13 de setembro.
Velório e sepultamento
O velório de Roberto Müller está marcado para esta sexta-feira (25), a partir das 8h, no Cemitério de Santo Amaro, no Recife. O sepultamento está previsto para as 14h.
Com sua morte, a música romântica brasileira perde uma voz associada a uma geração de artistas que ajudaram a popularizar o gênero no rádio e na televisão. Para Piracuruca, cidade onde nasceu, fica o legado de um dos nomes mais conhecidos da música piauiense.








































