A Corte de Cassação da Itália, última instância do judiciário do país, confirmou nesta quarta-feira (19) a condenação do jogador Robinho e de seu amigo, Ricardo Falco, a nove anos de prisão por violência sexual de grupo. A sentença será promulgada em 30 dias. As informações são do GE.
O julgamento ocorreu na Corte de Cassação de Roma, o equivalente ao Supremo Tribunal Federal no Brasil. O atacante e seus advogados apresentaram hoje o último recurso, que foi negado pela corte italiana.
Mesmo com a condenação em última instância, Robinho e Falco não poderão ser extraditados para a Itália, já que a Constituição de 1988 proíbe a extradição de brasileiros. Um tratado de cooperação judiciária em matéria penal entre Brasil e Itália, assinado em 1989 e ainda em vigor, não prevê que uma condenação imposta pela justiça italiana seja aplicada em território brasileiro.
Assim, Robinho e Falco correm o risco de serem presos somente se realizarem viagens ao exterior – não necessariamente à Itália. Para isso, o Estado italiano precisa emitir um pedido internacional de prisão que poderia ser cumprido, por exemplo, em qualquer país da União Europeia.
Relembre
O crime ocorreu em 2013, na boate Sio Caffé, em Milão, na época em que o jogador atuava pelo Milan. Além do atleta, outros quatro brasileiros foram acusados de estuprar uma moça de origem albanesa ao lado do jogador.
O caso voltou à tona no fim de 2020, quando o jogador foi anunciado pelo Santos em outubro. A repercussão da contratação, no entanto, foi a pior possível. Torcedores do time e de outras equipes condenaram a diretoria e o atleta pela contratação. Os patrocinadores do clube também fizeram pressão sobre a contratação do atleta.
No entanto, com o assunto em alta, detalhes do processo surgiram na mídia. Entre eles, áudios de uma conversa de Robinho com outro acusado. O jogador debocha da vítima relembrando que ela estava completamente bêbada. Em determinado momento, ele assume que tentou fazer sexo oral com a mulher, mas afirma que isso “não significa transar”.
Com a desistência de patrocinadores e o impacto financeiro iminente, o Peixe recuou e desistiu da contratação.
Dois meses depois, Robinho foi condenado em 2ª instância. A decisão fez com que a atual gestão do Santos, que não foi responsável pela contratação do jogador, pedisse a rescisão do contrato que estava suspenso.











































