O SBT anunciou nesta quarta-feira (1º) a saída do diretor Mauro Lissoni, que estava à frente das áreas artística e de programação da emissora desde outubro de 2024. A decisão foi tomada durante uma reunião com executivos de diferentes setores, que consideraram a permanência do profissional insustentável diante do cenário recente da empresa.
Lissoni havia retornado à emissora há cerca de 18 meses com a missão de reestruturar a programação, mas sua gestão passou a ser alvo de críticas internas após uma sequência de problemas, incluindo a saída de nomes importantes do elenco.
Nos últimos meses, a emissora registrou a perda de profissionais para concorrentes. Entre eles estão Virginia Fonseca, Cariúcha, Luiz Bacci e André Azeredo, que seguiram caminhos distintos em outras redes.
Pressões internas e crise na programação
Outro fator que pesou contra o diretor foi o desgaste com a apresentadora Christina Rocha. A comunicadora demonstrou insatisfação com mudanças na grade, especialmente após o programa Casos de Família ser transferido para os sábados, o que teria impactado sua remuneração.
Nos bastidores, há a avaliação de que Christina é um nome estratégico para a emissora, hoje presidida por Daniela Beyruti, filha de Silvio Santos. A situação ganhou ainda mais repercussão após a apresentadora declarar publicamente sua insatisfação com o canal.
Queda de audiência
Além das saídas e conflitos internos, a decisão também foi influenciada pelo desempenho abaixo do esperado nos índices de audiência. Desde mudanças anteriores na direção, a emissora tem enfrentado dificuldades especialmente no horário nobre e no fim da tarde, faixas consideradas estratégicas.
A saída de Mauro Lissoni ocorre em meio a um momento de reestruturação do SBT, que busca recuperar competitividade e estabilizar sua programação diante da concorrência no mercado televisivo brasileiro.










































