O cartunista norte-americano Scott Adams, criador da tira em quadrinhos Dilbert, morreu aos 68 anos em decorrência de um câncer de próstata. A morte foi anunciada nesta terça-feira, 13, por Shelly Miles, ex-esposa do artista, em um vídeo publicado na rede social X.
Shelly participou ao vivo do programa Real Coffee with Scott Adams, podcast apresentado pelo próprio cartunista, no qual ele comentava acontecimentos políticos e sociais. Durante a transmissão, ela confirmou a morte e leu uma carta escrita por Adams no início deste ano.
Na véspera do anúncio, Shelly havia informado ao site TMZ que o cartunista estava sob cuidados paliativos e tinha apenas alguns dias de vida. Diagnosticado com câncer de próstata, Adams revelou no ano passado que a doença havia se espalhado para os ossos, o que o deixou paraplégico e provocou um agravamento progressivo de seu estado de saúde.
Scott Adams tornou público o diagnóstico em maio do ano passado, após o então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também anunciar que enfrentava a mesma doença. Na ocasião, o cartunista afirmou que convivia com o câncer havia mais tempo e demonstrou solidariedade ao ex-presidente, destacando a gravidade do quadro.

Nos últimos anos, Adams passou a se posicionar de forma mais ativa no debate político, tornando-se apoiador do presidente Donald Trump e recebendo figuras conservadoras em seu podcast. Sua postura gerou controvérsias, especialmente após declarações negando o Holocausto e críticas às vacinas contra a Covid-19.
Em fevereiro de 2023, a tira Dilbert deixou de ser publicada em diversos jornais dos Estados Unidos, incluindo o Washington Post, após Adams fazer comentários racistas em um episódio de seu podcast, o que levou veículos de comunicação a romperem com o cartunista.
O presidente Donald Trump lamentou a morte de Scott Adams em uma mensagem divulgada pela Casa Branca nas redes sociais. No texto, destacou a admiração pelo cartunista, elogiou sua coragem diante da doença e prestou condolências à família, amigos e ouvintes do artista, afirmando que ele “fará muita falta”.
















































