Antes de a ABC anunciar a suspensão do Jimmy Kimmel Live!, o apresentador já tinha planos de se pronunciar no ar sobre a repercussão de seu comentário sobre a morte do influenciador Charlie Kirk. A Disney, controladora da emissora, considerou que a manifestação seria ainda mais inflamadora e pediu moderação, decisão que acabou não sendo acatada.
Segundo informações do portal The Hollywood Reporter, executivos da ABC conversaram com Kimmel entre segunda-feira (15) e quarta-feira (17) para avaliar como ele lidaria com a situação. Enquanto isso, grupos ligados ao movimento MAGA reagiam rapidamente às declarações, aumentando a pressão sobre afiliadas da rede para que o programa fosse retirado do ar.
O comentário de Kimmel, feito durante seu monólogo, criticava a forma como o assassinato de Charlie Kirk vinha sendo politicamente explorado. Ele afirmou que setores do movimento tentavam despolitizar o autor do crime para tirar proveito eleitoral. A emissora temia que a resposta planejada por Kimmel apenas atiçasse os seguidores do MAGA, mas o apresentador manteve sua posição, defendendo que suas palavras haviam sido mal interpretadas.
A suspensão do programa veio após cerca de um terço das afiliadas ameaçar não exibir o talk-show. A decisão gerou reação de políticos e personalidades, que classificaram o afastamento como um cerceamento à liberdade de expressão. Donald Trump, por sua vez, comemorou publicamente a medida.
Enquanto o Jimmy Kimmel Live! permanece fora do ar, a produção do programa reforça que o apresentador não pretende se retratar. A expectativa é de que o caso continue repercutindo na mídia e nas redes sociais nos próximos dias.
















































