“Uma batalha após a outra” estreia nesta quinta-feira (25) no Brasil como um dos filmes mais comentados da temporada e favorito ao Oscar 2026. Antes da estreia, o longa era visto nos bastidores de Hollywood como um dos maiores riscos da Warner Bros. em 2025, principalmente por causa do orçamento estimado entre US$ 130 milhões e US$ 175 milhões, que exigiria arrecadações acima de US$ 300 milhões para se pagar.
Na trama, Leonardo DiCaprio interpreta Bob, um ex-revolucionário que tenta proteger a filha Willa (Chase Infiniti) em um país dominado por um regime autoritário. A sátira aborda temas delicados como racismo e xenofobia com humor e evita o clichê do herói clássico.
A virada veio com as primeiras críticas, que elogiaram o filme como um dos melhores do ano. Projeções indicam que a estreia mundial pode superar os US$ 40 milhões no fim de semana, um recorde para Paul Thomas Anderson, que escreveu o roteiro inspirado livremente no livro Vineland (1990), de Thomas Pynchon.
Em entrevista, DiCaprio destacou a importância de apostar em filmes originais mesmo com orçamento elevado. “Ainda deveríamos dar atenção a filmes com um orçamento como esse, que são um grande risco. Esta é uma ideia completamente original”, disse o ator, lembrando da primeira parceria com Anderson.
O diretor, conhecido como PTA, contou que se inspirou na paternidade para construir a relação entre Bob e Willa: “Tenho três filhas, então foi fácil me conectar com o Bob e ter carinho pela Willa. Todos os pais têm medo de ser um fracasso”.
Sem fazer referência direta à política atual, o filme busca refletir sobre a divisão social e os extremos ideológicos, propondo uma mensagem simples: “Sejam bons uns com os outros”, segundo DiCaprio.
O longa chega aos cinemas apostando em crítica social, humor e drama humano, transformando o que antes era um risco de bilheteria em destaque absoluto da temporada de premiações.
















































