Hoje, 26 de setembro, Gal Costa completaria 80 anos. Considerada uma das maiores vozes da música brasileira, a artista deixou um legado imenso com mais de 40 álbuns que atravessam diversos gêneros – do rock ao eletrônico, da música popular à experimental – e que marcaram a história musical do Brasil e do mundo.
Sua carreira, que se estendeu por mais de cinco décadas, não só transformou a música brasileira, mas também inspirou gerações de artistas. Marisa Monte, Vanessa da Mata, Céu e Marina Sena são apenas algumas das vozes contemporâneas que têm Gal Costa como referência, uma cantora que com sua imensa versatilidade soube reinventar-se ao longo do tempo, mantendo sempre uma identidade única.
Gal foi um dos maiores ícones do movimento Tropicália, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé. Sua carreira deslanchou no final dos anos 60, com o aclamado “Gal a Todo Vapor” (1969) e o emblemático “Índia” (1973), álbuns que capturaram a irreverência e o espírito inovador da época. A artista também conquistou o grande público ao interpretar clássicos como “Modinha para Gabriela” (1972), e atingiu sucesso internacional com a romântica “Chuva de Prata”, ao lado do Roupa Nova, tornando-se um nome de peso nas paradas de todo o mundo.

Seus discos atravessaram os tempos, e em cada um deles era possível perceber sua constante reinvenção, sem abrir mão de sua personalidade marcante. Do pop ao samba, do tropicalismo à música eletrônica, Gal Costa nunca teve medo de explorar novos sons, subvertendo fronteiras e abrindo caminho para novas linguagens. Ela também se manteve um farol de liberdade e autenticidade, com uma postura intransigente contra qualquer forma de preconceito, sempre abraçando a pluralidade da arte e da vida.
Nos últimos anos de sua vida, Gal Costa seguiu conquistando fãs de todas as idades, aclamada tanto pelos admiradores de longa data quanto pelas novas gerações, que a reverenciavam não apenas pela sua música, mas pela força de sua presença e pela sua imortalidade artística. Seu último grande trabalho foi “A Pele do Futuro” (2021), um disco que mais uma vez reafirmou sua habilidade de se reinventar e dialogar com a atualidade sem perder a essência de sua arte.
Com sua morte, em 2022, o Brasil perdeu uma de suas maiores intérpretes. No entanto, sua música segue viva, reverberando em nossos corações e mentes. Gal Costa não foi apenas uma cantora, mas uma verdadeira musa, uma artista que atravessou tempos e gerações. Fatal, Divina, Maravilhosa, Profana, Imortal – Gal Costa será sempre eterna.
Neste dia em que celebramos seus 80 anos, o melhor presente que podemos dar a ela é seguir ouvindo sua música, relembrando suas canções e, acima de tudo, reconhecendo o poder transformador da sua arte.
















































