Nesta sexta-feira (20), a cantora queer OXA liberou a faixa “Bate Cabelo Pela Paz”. O título da canção já é reflexo de um dos temas da faixa: o bate-cabelo, movimento que surgiu no Brasil e é referência da cultura drag em todo o mundo. Ícones desse estilo de performance, Marcia Pantera, Danny Cowltt, Natasha Princess e Stripperella fazem participações especiais no audiovisual. A produção incorpora elementos de funk, house music e eletrônico experimental, numa mistura pop assinada por HITMAKER, colaboradores de Anitta e Luísa Sonza.
“Bate o cabelo, bate, bate pela paz / Bate o cabelo, bate, mostra como faz”, canta o refrão. “A letra tem um peso muito grande e quero que o Brasil conheça ainda mais essa cultura e que ela nunca morra”, afirma OXA. O conceito do projeto mostra o fazer artístico como forma de resistir e combater as injustiças. “Quero deixar claro que todos nós, enquanto artistas brasileiros, temos o dever de nos posicionar e combater toda forma que expresse o ódio ou intolerância pela arte”, completa. Outros lançamentos da cantora também trazem pautas de resistência e sobre isso ela explica: “Nem todas as minhas músicas vou falar do mesmo assunto, mas acredito que a minha imagem e arte são uma forma de representatividade para a nova geração”.
O bate-cabelo, homenageado na faixa, começou no Brasil, na década de 80, com Marcia Pantera, que inventou o estilo com inspiração nos roqueiros, que rodam seus cabelos longos no ritmo das guitarras. O ato virou um símbolo da causa LGBTQIAP+ e é repetido por drag queens de todo o mundo. A performance é considerada o momento mais esperado das apresentações dessas artistas, que rodam a cabeça em todas as direções de forma frenética e os cabelos ficam suspensos no ar de um lado para o outro. Exaltar esse marco tão relevante para a comunidade é estimular o conhecimento e o respeito. “Eu, quando era mais nova, não tive a oportunidade de conhecer ou vivenciar tudo o que estamos conhecendo e aprendendo nesta nova geração”, discorre OXA.
“Esse videoclipe é sobre uma cultura brasileira, alguns clipes americanos tem um pouco de bate-cabelo, mas não tanto quanto no Brasil”, aponta Marcia Pantera. “A importância é nossa arte ganhar o mundo”, completa. “O bate-cabelo moveu e move a história no cenário cultural LGBT, logo isso é muito importante. Levar essa arte para mais e mais pessoas é definitivamente o meu intuito como artista periférica”, comenta Natasha Princess. Striperella, por sua vez, conta: “É uma resistência da arte que vem de anos pra mim, uma cultura nossa que aos poucos o mundo está conhecendo. É força, atitude e muita brasilidade”.








































