O texano Don Toliver foi o responsável por esquentar o palco Skyline na noite deste sábado (6) do The Town, preparando o terreno para a principal atração da noite: Travis Scott, seu mentor e parceiro musical. Com um show carregado de vocais melódicos, batidas envolventes e uma estética visual que mistura hip-hop com cultura motociclista, o rapper entregou uma performance intensa — mas não sem imprevistos.
A empolgação da plateia foi tanta que parte do público invadiu o fosso reservado para fotógrafos e profissionais credenciados. A confusão forçou uma pausa de cerca de 20 minutos no meio da apresentação. Don Toliver, visivelmente preocupado, pediu calma aos fãs, e logo um membro da organização reforçou o apelo, pedindo que as pessoas recuassem para evitar acidentes.
Antes da interrupção, Toliver já havia conquistado a audiência com seu trap melódico repleto de “autotune” e influências do R&B — estilo originado nas comunidades negras americanas e base para gêneros como soul, rock e pop contemporâneo. Seus vocais emocionais são marca registrada desde que começou a ganhar projeção em 2018, quando foi descoberto por Travis Scott e entrou para o selo Cactus Jack.
O repertório do show focou principalmente em faixas do álbum Hardstone Psycho, lançado em 2024. O disco mergulha no universo das motocicletas, inspirado pelas lendárias Harleys que marcaram a juventude do tio do rapper. Esse espírito biker se refletiu tanto nas letras quanto na estética do show — com telões, luzes e figurinos que misturam o retrô do rock com a modernidade do hip-hop.
No palco, Toliver se apresentou como um verdadeiro frontman: interagiu com seu guitarrista como se liderasse uma banda de rock clássico, e em alguns momentos apareceu como uma silhueta futurista no telão, evocando o visual de um popstar eletrônico.
Canções como “Kryptonite”, que abriu a noite, incendiaram o público, que respondeu com sinalizadores e gritos. A entrega foi mútua: Caleb Zackery Toliver, 31, estava animado, mas não precisou de exageros para hipnotizar a plateia. Sua presença mistura energia e suavidade, como já havia mostrado no álbum Heaven or Hell (2020), onde flutua entre baladas românticas e faixas sobre festas e excessos.
















































