A cineasta brasileira Bárbara Marques, responsável por curtas premiados como Dia de Cosme e Damião (2016), Cartaxo (2020) e Basement (2021), está desaparecida desde que foi detida pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) durante uma audiência para obtenção do green card, em Los Angeles.
Segundo o escritor norte-americano Tucker May, marido da cineasta, Bárbara foi separada de seu advogado sob a justificativa de que havia um problema técnico com uma impressora. Na sequência, ela acabou presa com base em um suposto aviso judicial de 2019 que, de acordo com o casal, jamais foi recebido.
Desde a detenção, Bárbara tem sido transferida entre diferentes centros de imigração, incluindo o de Adelanto, na Califórnia, e, mais recentemente, para uma instalação no Arizona. No entanto, ela não tem tido acesso consistente a seus advogados nem à documentação essencial para o andamento do processo de imigração.
Em uma ligação feita no sábado (27), a cineasta contou estar em uma cela com paredes brancas, sem informações claras sobre sua localização. Bárbara também relatou que foi informada de que seria movida novamente em breve, aumentando a angústia de familiares e amigos que seguem sem notícias concretas sobre seu paradeiro.
O caso repercutiu entre colegas do cinema e ativistas de direitos humanos, que cobram transparência das autoridades norte-americanas e garantias legais para que a cineasta tenha direito à defesa e ao devido processo.
















































