O influenciador digital Júlio Otávio Miranda da Silva, conhecido nas redes sociais como Júlio Mamute, afirmou ter tido a matrícula negada em aulas de natação por causa de seu peso, em uma academia localizada em Santo André, na Grande São Paulo. Júlio pesa cerca de 200 quilos, compartilha publicamente seu processo de emagrecimento e registrou um boletim de ocorrência após o episódio. A academia nega que tenha havido preconceito.
O caso veio a público na última sexta-feira (23), quando o influenciador publicou um vídeo relatando a situação. Segundo ele, já perdeu aproximadamente 100 quilos ao longo dos últimos anos, parte deles por meio da prática da natação. Após o fechamento da academia onde treinava, Júlio procurou um novo local próximo de sua residência e participou de uma aula experimental.
De acordo com o influenciador, a atividade transcorreu normalmente, mas dias depois ele recebeu uma ligação informando que sua matrícula não seria aceita. “A alegação foi a estrutura. Coisa que, notavelmente, não encontrei grandes dificuldades. A única dificuldade era sair da piscina, e eu deixei claro que conseguiria e que isso não seria um problema”, relatou. “Mas, enfim, vida que segue”, completou.
Em nota, a Academia Horizon informou que, durante a aula experimental, foram observadas limitações que poderiam comprometer a segurança do aluno. “Ficaram evidentes dificuldades que comprometeriam a segurança na atividade. Após a aula, houve um diálogo transparente, no qual explicamos que, no momento, não seria possível dar continuidade à matrícula sem riscos à integridade física do participante, considerando as condições atuais da nossa estrutura”, afirmou o estabelecimento.
A academia também ressaltou que a decisão não teve motivação discriminatória. “Lamentamos sinceramente caso a situação tenha gerado desconforto ou sido interpretada de outra forma e pedimos desculpas por qualquer mal-entendido”, acrescentou.
Com a repercussão do caso, o superintendente do Centro de Operações Integradas (COI) de Santo André, Carlos Alberto Secco, acompanhou Júlio até uma delegacia para o registro do boletim de ocorrência. Em publicação nas redes sociais, Secco afirmou que não haverá tolerância a qualquer tipo de preconceito. “Nossa cidade acredita na dignidade humana, no respeito às diferenças e na convivência pacífica como pilares de uma sociedade justa”, declarou.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso foi registrado como “outros não criminal” no 4º Distrito Policial de Santo André. Segundo a pasta, a vítima foi orientada a buscar a esfera cível para eventual responsabilização da empresa com base no direito do consumidor.
















































