Theo Colker Assunção Fulgêncio, neto da renomada coreógrafa brasileira Deborah Colker, morreu aos 16 anos. O adolescente convivia com epidermólise bolhosa, uma doença genética rara, não contagiosa, caracterizada pela extrema fragilidade da pele, que provoca bolhas e ferimentos constantes.
A notícia foi divulgada nesta segunda-feira (16/3) pela própria avó, por meio das redes sociais. Em uma homenagem emocionante, a companhia de dança dirigida por Deborah destacou a força do jovem: “Ao nosso guerreiro que se tornou luz. Nosso guerreiro, nosso herói! Obrigado, Theo”.
Inspiração para a arte
A trajetória de Theo serviu de inspiração para o espetáculo Cura, criado pela Cia de Dança Deborah Colker. A obra aborda temas como superação, resiliência e cuidado, refletindo a convivência do jovem com a doença ao longo da vida.
Caso ganhou repercussão nacional
Theo ganhou visibilidade nacional ainda na infância, em 2013, quando tinha apenas 4 anos. Na ocasião, ele foi impedido de embarcar em um voo que sairia de Salvador com destino a Porto Alegre.
Comissários da companhia aérea exigiram um atestado médico que comprovasse que a condição de Theo não oferecia risco aos demais passageiros. O episódio gerou constrangimento para a família e mobilizou autoridades.
Após a intervenção da Polícia Federal e a avaliação de um médico, que confirmou que a doença não era transmissível, o embarque foi autorizado e o voo seguiu normalmente.
Participação em documentário
Em 2023, Theo participou, ao lado da avó, do documentário Viver é Raro, que retrata histórias de pessoas que convivem com condições de saúde incomuns e desafios diários.












































