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Entenda como funciona a “Lei Felca”, que entra em vigor hoje (17) e afeta jogos como League of Legends

O influenciador digital Felca.
Foto: Reprodução

A Lei nº 15.211/2025, conhecida como “Lei Felca”, passa a valer em todo o Brasil a partir desta terça-feira (17), trazendo mudanças significativas na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A nova legislação impõe regras mais rígidas para plataformas online, exigindo mecanismos mais eficazes de verificação de idade e controle parental.

Uma das primeiras consequências já foi sentida no universo dos games. A Riot Games anunciou a elevação temporária da classificação indicativa de títulos populares, como League of Legends, impedindo o acesso de menores de 18 anos enquanto adapta seus sistemas às novas exigências legais.

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Um dos jogos mais populares do Brasil, o League of Legends foi um dos afetados pela “Lei Felca”- Foto: Reprodução

Além do LoL, jogos como Teamfight Tactics, League of Legends: Wild Rift, 2XKO e Legends of Runeterra também tiveram suas classificações alteradas. Jogadores maiores de idade precisarão passar por processos de verificação para continuar acessando os serviços.

Fim da autodeclaração de idade

Segundo especialistas, a principal mudança trazida pela lei é o fim do modelo baseado apenas na autodeclaração de idade — prática comum em plataformas digitais.

De acordo com o especialista em Direito Digital José Vinícius de Santana, agora as empresas terão papel ativo na proteção dos usuários mais jovens.

“Plataformas deixam de ser apenas intermediárias e passam a atuar diretamente no controle de acesso, utilizando tecnologias que garantam segurança sem violar a privacidade”, explica.

Na prática, isso significa que apenas clicar em uma caixa confirmando a idade não será mais suficiente. As empresas precisarão adotar sistemas capazes de comprovar a idade real dos usuários.

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O influenciador digital Felca – Foto: Reprodução

Novos sistemas de verificação

Entre as alternativas previstas estão o uso de reconhecimento facial com inteligência artificial, envio de documentos oficiais (como RG ou CPF) e validação por sistemas governamentais, como o Gov.br.

A decisão de elevar temporariamente a classificação indicativa para 18 anos é vista como uma estratégia das empresas para se adequarem rapidamente às novas regras.

Especialistas também destacam o conceito de “acesso provável”: mesmo que um serviço seja classificado como adulto, se ele for amplamente utilizado por menores, as plataformas ainda poderão ser responsabilizadas.

Regras mais rígidas nas redes sociais

A Lei Felca também estabelece medidas para reduzir a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. Usuários com até 16 anos deverão ter suas contas vinculadas a um responsável legal, que poderá supervisionar interações, contatos e atividades.

Além disso, passa a valer o princípio da “privacidade por padrão”. Contas de menores deverão ser criadas automaticamente com configurações mais restritivas, como perfis privados, limitação de visibilidade e bloqueio de compartilhamento de localização.

A legislação ainda proíbe o uso de dados de menores para publicidade direcionada e obriga plataformas a adotarem medidas para impedir o acesso a conteúdos nocivos, como pornografia, violência extrema e exploração.

Penalidades e origem do nome

O descumprimento das regras pode gerar sanções severas, incluindo advertências, multas de até 10% do faturamento no Brasil — limitadas a R$ 50 milhões por infração — e até a suspensão das atividades no país por decisão judicial.

O nome “Lei Felca” faz referência ao influenciador Felca, que ganhou destaque após publicar um vídeo viral denunciando a exploração e a exposição indevida de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Com a nova legislação, o Brasil passa a adotar um modelo mais rigoroso de proteção digital, alinhado a discussões globais sobre segurança online para menores.

Written By

Diego Cartaxo é radialista, jornalista e empreendedor digital. Com trajetória marcada pela inovação na comunicação e no entretenimento, é fundador e Editor-chefe do Portal POP Mais, hoje considerado um dos principais veículos independentes de cultura pop e variedades em crescimento no Brasil. Antes do site, trabalhou na TV Metrópole, onde atuou na reestruturação da marca e da programação da emissora.

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