A cobertura da TV Globo sobre as manifestações em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizadas neste domingo (11), virou alvo de críticas nas redes sociais. Internautas acusaram a emissora de minimizar a dimensão dos atos e de não dar o devido destaque à mobilização registrada na Avenida Paulista, em São Paulo, e em outras 15 capitais brasileiras.
As críticas se concentraram na abordagem do Fantástico. Para os usuários que contestaram a reportagem, o programa tratou as manifestações de maneira branda, sem transmitir ao público a dimensão política e popular do movimento. A repercussão levantou questionamentos sobre os critérios editoriais da emissora e o espaço concedido a mobilizações favoráveis ao governo federal.
Avenida Paulista reúne apoiadores de Lula
Em São Paulo, a Avenida Paulista foi ocupada por manifestantes em defesa da democracia e da reeleição de Lula. A concentração começou por volta das 11h, nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e seguiu em direção à Praça Roosevelt.
Por volta das 14h, os participantes já ocupavam as seis faixas da avenida e pelo menos cinco quarteirões. Os organizadores estimaram a presença de até 1 milhão de pessoas, mas não havia, naquele momento, uma estimativa oficial de público que confirmasse esse número.
Na véspera do ato, Lula convocou apoiadores pelas redes sociais e pediu que a manifestação se transformasse em uma das maiores demonstrações políticas da história da capital paulista.
A dimensão da mobilização e a presença de diferentes segmentos sociais ampliaram a importância política do evento, que buscou demonstrar capacidade de articulação da base governista nesta reta final da campanha.
Ato reuniu lideranças políticas, estudantes e movimentos sociais
A manifestação contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro Fernando Haddad (PT), de Simone Tebet (PSB), de Marina Silva (Rede) e do ministro Guilherme Boulos (PSOL), além de governadores aliados do presidente, como Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Rafael Fonteles, do Piauí, e Elmano de Freitas, do Ceará.
Organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), o ato reuniu estudantes, trabalhadores, movimentos sociais, militantes partidários, artistas e comunidades de fãs. Bandeiras de diferentes partidos e cartazes em defesa da democracia, da educação pública, do Bolsa Família e do fim da escala de trabalho 6×1 marcaram a mobilização.
A articulação também envolveu entidades ligadas à educação, à pesquisa científica e à tecnologia, como a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).
Críticas à Globo colocam cobertura jornalística em debate
A insatisfação manifestada nas redes sociais evidencia uma disputa sobre como grandes mobilizações políticas são retratadas pelos principais veículos de comunicação do país.
Para os críticos da Globo, a cobertura deveria ter dado maior visibilidade à presença de manifestantes, à participação de lideranças nacionais e à realização de atos simultâneos em diferentes capitais. Na avaliação desses usuários, uma abordagem considerada discreta poderia reduzir a percepção pública sobre a força da mobilização.











































