O preparador físico e fisiculturista iraniano Davoud Sohrabi, conhecido como “Brad Pitt do Irã” por sua semelhança com o astro de Hollywood, morreu aos 30 anos após ter sido baleado no olho durante protestos realizados em janeiro, em Teerã.
O sepultamento ocorreu na quarta-feira (25/2), no santuário de Imamzadeh Yahya, localizado no centro da capital iraniana, bairro onde o atleta cresceu.
Pressão e controvérsias
A morte de Davoud, no entanto, ganhou contornos de controvérsia política. Segundo informações divulgadas pelo site IranWire, publicações feitas por familiares nas redes sociais lamentando a perda teriam sido apagadas. Além disso, perfis de parentes próximos também teriam sido removidos ou desativados.
Fontes ouvidas pelo portal afirmaram que a família estaria sob forte pressão de agentes de segurança para declarar que Davoud era membro da Basij, força paramilitar voluntária ligada à Guarda Revolucionária Islâmica.

Sepultamento em local simbólico
Outro ponto que chamou atenção foi o local escolhido para o enterro. O santuário de Imamzadeh Yahya é considerado um espaço de grande importância religiosa. Ser enterrado ali costuma ser interpretado como uma honra significativa e frequentemente está associado a pessoas que o Estado apresenta como “mártires” ou figuras de especial devoção.
Testemunhas relataram que a cerimônia durou cerca de três horas — período incomum em comparação a funerais tradicionais no país, que geralmente são mais breves. O formato do velório e os elogios fúnebres também teriam seguido um padrão diferente do habitual.
O funeral contou com forte presença de integrantes da Basij e de policiais à paisana. Durante toda a cerimônia, familiares de Davoud Sohrabi teriam permanecido sob vigilância constante das forças de segurança.









































