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Capital Inicial se une a School of Rock para promover o rock n´ roll Brasil afora

capital inicial
Foto: Fernando Schlaepfer

O Capital Inicial é uma das bandas mais icônicas do rock nacional. Agora, Dinho Ouro Preto, Yves Passarell, Flávio e Fê Lemos se unem à School of Rock para dar oportunidade a artistas de todo o Brasil. Bandas da escola de música abrirão os shows do Capital, na nova turnê Acústico 25 Anos, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo.

Foram selecionadas duas bandas para cada praça que terão a oportunidade de apresentar seu trabalho ao vivo nos shows que já estão com ingressos esgotados. Em parceria com a Bonus Track, plataforma de entretenimento  da qual o Capital Inicial faz parte, foram selecionadas bandas de rock dos programas “Performance” e “Adulto”. A parceria também centra esforços em dar espaço e visibilidade a músicos carentes, numa tentativa de incluir jovens talentos no circuito mainstream.

“Estamos muito felizes com essa parceria com a School of Rock e animados para conhecer esses jovens talentos. Sabemos que alguns já estão na estrada se apresentando e se aprimorando. Outros estão só começando, e outros precisam do nosso empurrão inicial. Bora se divertir e tocar muito rock n´ roll”, afirma Dinho Ouro Preto.

As bandas se apresentarão nos dias 04 e 05 de abril, em Belo Horizonte; no dia 31 de maio, no Rio de Janeiro, onde abrirão o Acústico 25 Anos no Qualistage. No dia 14 de junho, será a vez de Curitiba. Para fechar, São Paulo terá apresentações em novembro. 

“A turnê Acústico 25 Anos do Capital é uma grande comemoração ao emblemático álbum lançado no ano 2000 pela MTV, que mudou para sempre a carreira da banda. Queremos ter ainda mais razões para comemorar. Por isso, estreitamos esse relacionamento com a School of Rock para dar oportunidade a jovens talentos  nas principais capitais. Vai ser ótimo”, afirma Luiz Guilherme Niemeyer, sócio da Bonus Track.

“Iniciar a parceria com a Bonus Track é icônico para a School of Rock. Proporcionar experiências musicais únicas para os nossos alunos, é o nosso principal propósito. Será inesquecível”, comenta Augusto Carvalho, sócio das unidades da School of Rock no Rio e Brasília.

Para Fernando Quesada, sócio-diretor da School of Rock, a parceria reforça a crença de artistas que impulsionam jovens talentos. “Ter novos talentos no mesmo palco do Capital Inicial é um prazer imenso e nós só temos a agradecer à banda por acreditar e dar espaço para novos e novas musicistas”, ressalta.

A comemoração de 25 anos do Acústico passará por mais de 25 cidades, levando seus maiores sucessos. Ingressos já disponíveis!

POR TRÁS DO ACÚSTICO

Em 2025, o Capital comemora os 25 anos da gravação do seu álbum mais conhecido, influente e aclamado, o Capital Inicial Acústico MTV. A banda havia se reunido um pouco antes, em 1998, cinco anos após a saída de Dinho Ouro Preto. A retomada da banda tinha pretensões bastante modestas – a ideia era fazer apenas alguns shows para celebrar a sua história e o legado do rock de Brasília.

No entanto, poucos meses após os primeiros shows, chega um convite da nascente Abril Music para gravar um disco de inéditas. O álbum, depois chamado de “Atrás dos Olhos”, foi gravado em Nashville com o produtor David Z, mesmo de Prince e Billy Idol, em agosto de 1998, e marca a retomada fonográfica e o ressurgimento do Capital Inicial. 

Pouco depois, chega o segundo convite, também inesperado, para gravar o Acústico MTV. A banda se dá conta da visibilidade e dos desafios do projeto e passa quase dois meses ensaiando de manhã e à tarde no Teatro Mars. Para a produção musical, é convidado Marcelo Sussekind, um velho amigo e produtor de álbuns anteriores do Capital. Para acompanhá-los na gravação, do começo ao fim, é convidado outro grande amigo, o Kiko Zambianchi; e para uma participação especial, dessa vez uma amiga de escola do Dinho, a Zélia Duncan. Nesse time ainda são chamados mais dois músicos, o Denny Conceição na percussão, e o Aislan Gomes nos teclados.

Horas, dias e semanas se arrastam enquanto todos ensaiam ininterruptamente. Enquanto isso, algumas perguntas surgem: que canções incluir?  Qual o critério a ser usado na seleção do repertório? Qual a sonoridade a ser buscada?  Que cara dar ao projeto? Chega-se ao consenso de que o som deveria ser cru e simples, quase elementar. Algo que remetesse às origens da banda. Na escolha do repertório é feito algo similar, as músicas mais conhecidas e mais emblemáticas dos discos anteriores são escolhidas. Porém, toma-se também a decisão de incluir canções mais recentes e duas inéditas, “Natasha” e “Tudo Que Vai”. É feita ainda uma versão de “Primeiros Erros” do Kiko Zambianchi.

O registro dessa noite singular, literalmente única, pois tudo foi gravado em uma única noite, é bastante próximo do desejo de todos os envolvidos. O espírito e a essência da banda estavam presentes, mas com o pé no freio. Tudo muito calmo; como se estivessem tocando na sua sala ou em volta de uma fogueira a céu aberto.

Registro feito, gravação terminada, alívio generalizado e pronto, agora era só lançar. O começo desse processo foi como tudo que envolveu a banda desde a sua reunião – modestamente. Mas o que se seguiu não poderia ser mais diferente. O álbum se viu gradualmente abraçado por mais e mais gente. Aos poucos as vendas ficam cada vez maiores. Os shows começam a ficar cada vez mais lotados. A agenda já não cabe no calendário. Até que, no Rock in Rio de 2001, a performance do Capital e a reação do público lançam a banda a uma dimensão até então inédita. O disco, cujas vendas já iam bem, explodem. Os shows passam a ser em ginásios e estádios. 

Um ano inteiro após seu lançamento, o Capital se vê entre os maiores nomes da música brasileira. Passa a ver a sonoridade do disco copiada. E não só no rock, em outros gêneros também, como na música sertaneja. A partir daí, o disco rapidamente alcança um milhão de discos vendidos. Ele é pirateado de norte a sul e mesmo assim as vendas não param. Recebe todos os prêmios que havia no país. A banda não consegue mais chegar aos seus próprios shows. O Capital passa a ser acompanhado por uma escolta para abrir o caminho. Há gritaria na porta dos hoteis. E as vendas continuam. Até hoje não se sabe qual é o número final das vendas. Em parte, porque nunca parou de vender. Até hoje algumas canções do disco estão entre as mais ouvidas do Capital nas plataformas de streaming.   

O Capital Inicial quis aproveitar esse bom momento para lançar discos novos e escrever mais capítulos de sua história. Assim foi feito – eles lançaram um disco a cada dois anos até a pandemia. A banda quer continuar a olhar para o futuro, mas uma data como essa, e um disco como este, merece e vai ser celebrado. A banda vai fazer mais de 25 shows, com quase a mesma formação da gravação original. Vai também lançar um EP de músicas inéditas para acompanhar a turnê. Os shows terão produção musical de Marcelo Sussekind, cenografia do Zé Carratu, Studio Curva e MangoLab,  e design de luzes de Césio Lima. Vai ser uma comemoração à altura de sua dimensão. O Capital Inicial espera ver vocês para reviver toda a emoção desse disco em alguma dessas datas.

CONFIRA AS CIDADES QUE VÃO RECEBER OS SHOWS: 

MARÇO:
14/03 – Sorocaba // SP
15/03 – São José dos Campos // SP
21/03 – Uberlândia // MG
22/03 – Ribeirão Preto // SP
28/03 – São José do Rio Preto // SP
29/03 – Campinas // SP

ABRIL:
05/04 – Belo Horizonte // MG
06/04 – Belo Horizonte // MG – DATA EXTRA
11/04 – Porto Alegre // RS – DATA EXTRA
12/04 – Porto Alegre // RS
24/04 – Santo André // SP
26/04 – Brasília // DF
30/04 – João Pessoa // PB

MAIO:
02/05 – Fortaleza // CE
03/05 – Natal // RN
10/05 – Recife // PE
17/05 – Belém // PA
23/05 – Aracaju // SE
24/05 – Salvador // BA
31/05 – Rio de Janeiro // RJ

JUNHO:
06/06 – Joinville // SC
07/06 – São José (Florianópolis) // SC
14/06 – Curitiba // PR
21/06 – Campo Grande // MS
27/06 – Maringá // PR
28/06 – Londrina // PR

JULHO:
04/07 – Juiz de Fora // MG
05/07 – Piracicaba // SP
18/07 – Jundiaí // SP
19/07 – Divinópolis // MG

OUTUBRO:
03/10 – Lauro de Freitas // BA
25/10 – Vitória // ES

NOVEMBRO:
01/11 – São Paulo // SP
15/11 – São Paulo // SP
29/11 – Toledo // PR

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Diego Cartaxo é radialista, jornalista e empreendedor digital. Com trajetória marcada pela inovação na comunicação e no entretenimento, é fundador e Editor-chefe do Portal POP Mais, hoje considerado um dos principais veículos independentes de cultura pop e variedades em crescimento no Brasil. Antes do site, trabalhou na TV Metrópole, onde atuou na reestruturação da marca e da programação da emissora.

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