A cobertura do Carnaval realizada pela TV Globo não agradou ao público e também aos jornalistas. Este ano, a emissora optou por colocar a transmissão do evento sob a responsabilidade do entretenimento, mais precisamente sob o comando de J.B. de Olieira, o Boninho – que também dirige o Big Brother Brasil.
Porém, a decisão saiu como um “tiro no pé”, e a cobertura da festa foi alvo de críticas. A troca do jornalismo para o entretenimento custou caro à emissora, que não exibiu pontos cruciais do evento — como o “esquenta” das escolas de samba, o atropelamento de uma mulher por um carro da Porto da Pedra e a falha em transmitir a comissão de frente da Beija-flor.
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Nesse ano, Kenya Sade e Victor diCastro, responsáveis pelas reportagens em campo, foram criticados por suas coberturas “rasas” e pela falha em veicular informações importantes. Na transmissão em estúdio, Alex Escobar, Karine Alves e Milton Cunha marcaram presença.
Federação Nacional dos Jornalistas se pronunciou sobre a cobertura e emitiu uma nota de repúdio. Veja na íntegra:
“FENAJ repudia falhas na transmissão e destaca importância do Jornalismo na cobertura do Carnaval
Erros na transmissão, entrevistadores despreparados e desinformados e falta de detalhes foram algumas das reclamações feitas nas redes sociais pelo público que acompanhou os desfiles das escolas de samba pela televisão aberta em rede comercial neste Carnaval de 2024. Ao abrir mão de repórteres, a emissora detentora do direito comercial de transmissão deixou as/os espectadores sem informações cruciais sobre a festa.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) enfatiza a importância essencial do trabalho jornalístico na cobertura deste evento tão importante para a cultura nacional, pois os/as jornalistas trazem uma perspectiva histórica e social para o trabalho, enriquecendo a compreensão pública do Carnaval.
Por meio de reportagens, análises contextuais e entrevistas, as/os jornalistas oferecem ao público uma visão abrangente das tradições, dos desafios e das transformações do Carnaval. Além disso, destacam-se as questões sociais e políticas que permeiam essa celebração, proporcionando uma reflexão crítica sobre seu impacto na sociedade.
Neste sentido, a FENAJ exorta o público a reconhecer o valor inestimável do jornalismo na promoção da informação precisa e na preservação da memória coletiva. Ao valorizarmos o trabalho das/dos jornalistas durante o Carnaval, fortalecemos não apenas a liberdade de imprensa, mas também a nossa compreensão mais profunda das complexidades culturais e sociais que moldam essa festividade tão emblemática.”
















































