O ex-jogador da NFL Darron Lee, que atuou por equipes como New York Jets, Kansas City Chiefs e Buffalo Bills, foi formalmente indiciado pelo assassinato de sua namorada, Gabriella Carvalho Perpétuo, de 29 anos, filha de brasileiros. O caso ganhou novos desdobramentos após a promotoria decidir retirar a acusação de adulteração de provas para concentrar os esforços na acusação mais grave: homicídio em primeiro grau.
De acordo com a promotoria, Lee poderá ser condenado à prisão perpétua caso seja considerado culpado. No entanto, o promotor Coty Wamp informou que um pedido para aplicação da pena de morte deverá ser apresentado nas próximas semanas.
Gabriella foi encontrada morta em fevereiro deste ano. O laudo da autópsia apontou que a causa da morte foi múltiplos traumatismos contundentes. Os peritos identificaram ao menos 12 lesões diferentes, incluindo hematomas extensos, fraturas ósseas e ferimentos provocados por arma branca.

As investigações também revelaram que, antes da prisão, Lee estava em liberdade condicional em razão de acusações anteriores de agressão envolvendo outro homem, sua própria mãe e a mãe de seu filho.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o uso de inteligência artificial pelo ex-atleta. Segundo documentos apresentados à Justiça, Lee teria recorrido ao ChatGPT para buscar orientações sobre como pedir ajuda médica para a namorada sem envolver a polícia. Ele também teria utilizado a ferramenta para pesquisar explicações alternativas para os ferimentos da vítima após o crime.
Entre as perguntas atribuídas a Lee estão questionamentos sobre a possibilidade de uma queda provocar hematomas em ambos os olhos e ferimentos semelhantes a facadas. Ele também teria pesquisado quais lesões poderiam ser compatíveis com uma suposta queda no chuveiro — versão apresentada por ele no momento em que foi detido.
Durante a investigação, peritos encontraram vestígios de sangue em praticamente todos os cômodos da residência do casal, além de marcas no veículo estacionado na garagem. Em depoimento, o detetive Brian Lockhart afirmou que havia sangue nas escadas, no corrimão, nas paredes, no corredor e em diversos ambientes da casa.
Gabriella foi encontrada sem blusa e com graves sinais de violência. O laudo pericial descreve traumatismo craniano severo, fratura no pescoço, hematomas espalhados pelo corpo, além de uma grande marca de mordida no ombro e na coxa. A vítima também apresentava ferimentos de faca nas pernas.
Foi o próprio Darron Lee quem acionou a polícia para informar a morte da namorada. No entanto, após o avanço das investigações e a análise das evidências reunidas pelas autoridades, ele foi preso e acusado de homicídio em primeiro grau.
O caso segue em tramitação na Justiça e deverá ter novos desdobramentos nas próximas semanas, especialmente em relação ao pedido da promotoria para que a pena de morte seja considerada no processo.










































