O segundo dia do Rock in Rio 2026 foi dominado pelo metal e reuniu grandes nomes do gênero nos palcos da Cidade do Rock. Com apresentações de Avenged Sevenfold, Bring Me The Horizon, Bad Omens, Sepultura, Poppy, Black Pantera, MGK e Malvada, o festival entregou uma programação intensa marcada por momentos de celebração, manifestações políticas e interação com o público.
Apesar da expectativa em torno do Avenged Sevenfold, principal atração da noite no Palco Mundo, a banda norte-americana fez um show considerado abaixo das expectativas. O grupo subiu ao palco com cerca de 30 minutos de atraso, sem explicar o motivo, e encontrou um público menos efusivo do que em sua apresentação anterior no festival. Durante o show, o vocalista M. Shadows chegou a comentar o comportamento da plateia: “Vocês estão tão educados hoje. É a chuva?”.
Enquanto isso, quem conquistou os fãs foi o Bad Omens. Em sua estreia no Rock in Rio, a banda apresentou a turnê Do You Feel Love e mostrou por que se tornou um dos principais nomes da nova geração do metalcore. O ponto alto ficou por conta de “Just Pretend”, sucesso impulsionado pelas redes sociais, que levou milhares de pessoas a cantar em coro.
Outro destaque da noite foi o aguardado Bring Me The Horizon. Depois de mais de duas décadas de carreira, a banda britânica finalmente estreou no Rock in Rio com um espetáculo inspirado em videogames, repleto de efeitos visuais e cenografia. O vocalista Oli Sykes chamou um fã ao palco para cantar ao lado da banda, protagonizando um dos momentos mais emocionantes do festival. Em meio à apresentação, ainda arrancou risadas ao confundir o Rio de Janeiro com São Paulo.
No Palco Sunset, a cantora Poppy surpreendeu o público ao alternar momentos delicados e vocais agressivos, reforçando sua identidade que mistura pop e metal. A artista apostou em uma performance marcada por contrastes, figurinos chamativos e forte presença de palco.
Quem também dividiu opiniões foi MGK. O cantor norte-americano enfrentou resistência de parte da plateia, formada majoritariamente por fãs de bandas de metal. Durante o show, precisou interromper a apresentação para pedir respeito ao público e afirmou estar realizando um sonho ao se apresentar no Brasil.
Além da música, o segundo dia do festival também foi marcado por manifestações sociais. Durante a apresentação do Black Pantera, o vocalista Charles Gama fez críticas ao racismo e defendeu o fim da escala de trabalho 6×1. A banda ainda recebeu a participação especial da guitarrista e vocalista Prika Amaral, da Nervosa, reforçando a potência do encontro entre dois dos principais nomes do metal brasileiro.
O Sepultura viveu mais um capítulo de sua turnê de despedida. Em sua penúltima apresentação no Brasil e última no Rock in Rio, a banda apostou em um repertório focado na fase comandada por Derrick Green, deixando de lado os clássicos da era Max Cavalera. O show foi tratado como uma apresentação exclusiva dentro da reta final da carreira do grupo.
A abertura do Palco Sunset ficou por conta da banda Malvada, que voltou ao festival após participar da edição de 2022. O grupo recebeu a cantora Day Limns para uma participação especial, unindo diferentes gerações do rock nacional em uma apresentação marcada pela força feminina.
Mesmo com a chuva que caiu durante boa parte da programação, o público acompanhou os shows até o fim. Cerca de 100 mil ingressos foram disponibilizados para o segundo dia do festival, mas, diferentemente de outras datas, as entradas não se esgotaram.
A partir deste domingo (6), o Rock in Rio muda de perfil e passa a receber atrações voltadas ao pop, com nomes como Calvin Harris, Ne-Yo e Black Eyed Peas liderando a programação.










































