A banda norueguesa Marqide chega à cena independente da região metropolitana de Oslo com uma identidade sonora que combina referências do indie dos anos 1990, atmosferas inquietas e momentos de beleza melancólica. Formado por três integrantes, o grupo aposta em uma música orgânica e emocional, que busca criar conexão com o ouvinte sem recorrer a fórmulas convencionais.
A formação reúne Fredrik Ihler, responsável por bateria, guitarra, sintetizadores, vocais e produção; Marius Ihler, no baixo, guitarra e vocais; e Josephine P. Falch, nos vocais. Juntos, os músicos constroem um universo sonoro em que linhas vocais fluidas, bateria vibrante e guitarras melancólicas refletem inquietações internas e sentimentos difíceis de expressar em palavras.
A proposta da Marqide não está na busca pela perfeição técnica ou por composições excessivamente polidas. O trio prioriza a espontaneidade e a verdade emocional, procurando transformar experiências e sensações em música que soe genuína.
“Não tentamos fazer canções perfeitas. Estamos tentando criar algo que pareça real”, afirma a banda.
Essa perspectiva orienta a identidade do grupo, que encontra força nas imperfeições e na combinação entre intensidade e delicadeza. As influências do indie dos anos 1990 servem como ponto de partida para uma linguagem própria, construída a partir de arranjos expressivos e de uma atmosfera que equilibra inquietação e beleza.
Com sua abordagem intimista, a Marqide se apresenta como um novo nome da cena independente norueguesa, propondo uma experiência musical centrada na autenticidade, na sensibilidade e na capacidade de traduzir o ruído interior em expressão artística.












































