A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT), de 21 anos, desativou sua conta na rede social X, antigo Twitter, após relatar o recebimento de ameaças de morte e estupro. Segundo a parlamentar, os ataques se intensificaram na quinta-feira (8/10), depois que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou uma publicação atribuída a ela.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Ana Elisa afirmou que a decisão foi tomada diante da frequência das ameaças. “A minha equipe desativou a minha conta no Twitter porque nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro”, declarou.
A parlamentar também manifestou preocupação com sua segurança pessoal e disse que ainda não conta com uma estrutura de proteção. “Eu estou totalmente vulnerável. Eu, por enquanto, não tenho uma força-tarefa de segurança”, afirmou.
Ana Elisa aponta responsáveis por disseminação de conteúdo
A deputada eleita atribuiu a Nikolas Ferreira, Gleidson (Republicanos) e Eduardo Azevedo (PL), irmãos do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), a divulgação de conteúdos que considera falsos. Segundo ela, a circulação dessas publicações contribuiu para intensificar os ataques.
Ana Elisa também declarou que responsabiliza os três políticos caso algo aconteça com ela. “E se qualquer coisa acontecer comigo, eu espero que vocês atribuam à conta de Nikolas Ferreira, Gleidson e Eduardo Azevedo, que foram as três pessoas que ajudaram a disseminar fake news contra mim aqui nas redes sociais”, disse.
A parlamentar criticou ainda o teor das mensagens recebidas e afirmou que esperava que o debate político durante a campanha do segundo turno da eleição presidencial fosse concentrado em propostas e ideias.
Ao comentar os ataques, Ana Elisa destacou as dificuldades enfrentadas por mulheres negras na política. “A gente sabe o que eles fazem com uma mulher preta na política. Por isso que eu já estou falando para vocês”, declarou.
Deputada já havia denunciado ameaças à Polícia Civil
O episódio ocorre após uma denúncia anterior apresentada por Ana Elisa à Polícia Civil. Em setembro, ela relatou ter recebido ameaças racistas de morte e estupro. De acordo com as informações divulgadas, o caso está sob investigação.
Até o momento, as declarações sobre a nova sequência de ameaças foram apresentadas pela própria parlamentar. A apuração dos episódios e das responsabilidades relacionadas às mensagens depende da investigação das autoridades competentes.
Entenda a polêmica envolvendo Nikolas Ferreira
A nova onda de ataques relatada por Ana Elisa começou após Nikolas Ferreira compartilhar, na quinta-feira (8/10), uma imagem de uma suposta publicação de 2022 em que a petista teria pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o fechamento de igrejas.
Ao divulgar o conteúdo, o deputado escreveu: “Já virei voto demais com isso aqui”.
Ana Elisa negou ter feito a publicação e classificou a imagem como uma montagem. A parlamentar anunciou que pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Nikolas Ferreira, alegando disseminação de notícias falsas.
O caso amplia o embate entre os parlamentares nas redes sociais e envolve denúncias de ameaças, acusações de divulgação de conteúdo falso e a possibilidade de medidas judiciais. A autenticidade da publicação atribuída à deputada e as circunstâncias dos ataques são pontos centrais da controvérsia.












































