Sete anos após o episódio, o ex-futebolista inglês Andy Carroll confirmou publicamente a identidade do homem que o abusou sexualmente enquanto ele dormia. Trata-se de Kevin Adams, ex-instrutor de dança que participou do programa britânico Fame Academy, da BBC, em 2002.
Carroll, atualmente com 37 anos, havia relatado o episódio em sua autobiografia Owning It, mas até então não havia revelado o nome do agressor. A decisão de tornar a identidade pública veio depois de Adams ser citado como responsável pelo crime em documentos judiciais.
“Agora que Kevin Adams foi citado em documentos judiciais como meu agressor, posso confirmar isso”, declarou o ex-jogador.
Abuso aconteceu enquanto Carroll dormia
De acordo com o relato de Carroll, o episódio ocorreu em 2019. O ex-jogador contou que estava dormindo nu quando Adams praticou abuso sexual contra ele. Carroll acordou durante o ato e reagiu fisicamente, deixando o agressor inconsciente.
Posteriormente, Adams apresentou à polícia uma versão diferente dos acontecimentos e afirmou ter sido atacado sem motivo. A alegação, porém, não foi aceita pela Justiça.
Durante o julgamento, o juiz responsável pelo caso criticou duramente a versão apresentada pelo instrutor.

“Você inventou uma história literalmente inacreditável, na qual se colocou como vítima. Você acabou a acreditar nas suas próprias mentiras”, afirmou o magistrado.
Adams foi condenado à prisão
Em novembro de 2023, Kevin Adams, então com 59 anos, foi condenado a 20 meses de prisão pelo crime.
Antes da condenação, Adams administrava uma escola de dança para crianças em Harlow, no condado de Essex, na Inglaterra. O estabelecimento encerrou as atividades em 2022.
Além de atuar como instrutor de dança, Adams ficou conhecido por sua participação no Fame Academy, programa da BBC que buscava revelar novos talentos da música e contou com profissionais convidados de diferentes áreas.
Carroll diz querer deixar o episódio para trás
Após confirmar a identidade do agressor, Andy Carroll afirmou que deseja encerrar esse capítulo de sua vida e pediu que imagens dele ao lado de Adams não sejam reproduzidas.
“Espero que agora eu possa finalmente começar a deixar esse capítulo para trás. Só peço que as pessoas não partilhem fotos do meu agressor ao meu lado. Não quero continuar a ver a cara dele nem a lembrar-me do episódio sempre que esta história for mencionada”, afirmou.
O ex-atacante também destacou o impacto que o episódio teve em sua vida e na de pessoas próximas.
“Estou pronto para seguir em frente. Isso teve um impacto devastador na minha vida e na das pessoas que amo”, completou.
Carroll teve passagens por clubes como Newcastle United, Liverpool e West Ham, além de ter defendido a seleção inglesa. O relato sobre o abuso foi incluído em sua autobiografia como parte de sua experiência pessoal, mas o jogador optou por preservar a identidade do agressor até que o nome aparecesse oficialmente em documentos relacionados ao processo.











































