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Arthur do Val é alvo de ação no MPF após fala sobre operação policial no Rio de Janeiro

Arthur do Val
Foto: Reprodução

O ex-deputado estadual Arthur do Val (sem partido), conhecido nas redes sociais como “Mamãe Falei”, tornou-se alvo de uma representação no Ministério Público Federal (MPF) após comentários considerados racistas e discriminatórios sobre a megaoperação policial que deixou ao menos 121 mortos no Rio de Janeiro.

A ação foi protocolada pela vereadora Amanda Paschoal (PSOL), que pede a abertura de investigação e a responsabilização do ex-parlamentar. Segundo a denúncia, Arthur do Val teria feito declarações ofensivas durante uma transmissão ao vivo realizada na quarta-feira (29/10), em que afirmou que uma geração de jovens foi “sacrificada por mães que não souberam escolher seus parceiros e criar seus filhos”.

“As mães de criminosos organizados, com todo respeito, falharam enquanto mães. Eu não sei se foi porque não souberam escolher o parceiro, se escolheram o famoso ‘moreno alto com cara de bandido’ que as abandonou, eu não sei, mas falharam como mães”, disse Arthur durante a transmissão.

O ex-deputado também comentou que poucos pais apareceram lamentando as mortes dos filhos “porque estão presos, abandonaram a família ou sequer são conhecidos”.

Na representação, Amanda Paschoal afirma que as declarações de Arthur do Val configuram discurso racista ao reforçar estereótipos históricos que associam negritude, pobreza e desestrutura familiar à criminalidade. Ela argumenta ainda que o ex-deputado transfere a culpa da violência para famílias negras e responsabiliza mulheres pobres, isendando o Estado de suas falhas estruturais.

A vereadora solicita que o MPF não apenas investigue o caso, mas também peça a condenação por danos morais coletivos no valor superior a R$ 100 mil, tanto contra Arthur do Val quanto contra o canal que transmitiu a live.

O que diz Arthur do Val

Procurado pelo Metrópoles, Arthur do Val criticou a exposição do caso à imprensa antes de ser formalmente notificado.

“É lamentável que a imprensa tenha tido acesso aos autos antes dos próprios envolvidos, já que sequer fui intimado para me defender”, declarou.

Ele também rebateu as acusações e afirmou que suas falas não tinham conotação racial:

“Reafirmo que minha fala tratou de fatores sociais que levam jovens à criminalidade, mencionando a ausência paterna e a dificuldade de algumas mães em transmitir valores, sem qualquer referência à cor da pele ou a ‘famílias negras’. Essa narrativa é falsa.”

Arthur do Val ainda acusou a vereadora de buscar autopromoção política: “Se ela encaminhou a representação à mídia, fica claro que busca exposição, não combater o racismo.”

O MPF ainda não se manifestou oficialmente sobre a representação.

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Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

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