O ator neozelandês Sam Neill, conhecido mundialmente por interpretar o paleontólogo Alan Grant na franquia “Jurassic Park”, morreu aos 78 anos em decorrência de uma pneumonia. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (15) por seu assessor de longa data, Philip Grenz, em entrevista à revista Entertainment Weekly. O falecimento ocorreu na última segunda-feira (13).
Em nota, Grenz informou que a família optará por uma cerimônia privada na fazenda do ator, na Nova Zelândia, respeitando um desejo do próprio Neill.
“Sam era um homem muito reservado que nunca gostou dos holofotes. Sua família irá homenageá-lo com uma cerimônia íntima, em data ainda a ser definida”, afirmou o assessor.
Grenz também agradeceu o apoio recebido e pediu respeito à privacidade dos familiares durante o período de luto.
Mesmo nos últimos anos de vida, Sam Neill permaneceu ativo na carreira. Segundo o assessor, o ator participou de quatro produções recentes, que ainda serão lançadas, entre elas a comédia romântica “The Last Resort” e o novo capítulo da franquia “Godzilla x Kong: Supernova”.
Com uma trajetória iniciada na década de 1970, Neill construiu uma carreira marcada por papéis de destaque no cinema e na televisão. Além do sucesso em “Jurassic Park”, participou de produções consagradas como “O Piano”, “Peaky Blinders” e dezenas de outros filmes e séries.
Nos últimos anos, o ator também chamou atenção ao compartilhar sua luta contra um linfoma não Hodgkin em estágio três. Em sua autobiografia, lançada em 2023, revelou que chegou a acreditar que estava “possivelmente morrendo” após o diagnóstico.
Depois de enfrentar tratamentos de quimioterapia sem resultados satisfatórios, Neill passou por uma terapia genética do tipo CAR-T, que utiliza células do próprio sistema imunológico modificadas em laboratório para combater o câncer. Em uma entrevista ao Canal 7 da Austrália, ele comemorou a remissão da doença.
“Acabei de fazer uma tomografia e não tenho câncer. É algo extraordinário”, declarou na ocasião.
O ator também aproveitou para defender a ampliação do financiamento público desse tratamento na Austrália, para que mais pacientes tivessem acesso à tecnologia.








































