O cineasta chileno Sebastián Lelio morreu nesta sexta-feira (6), aos 52 anos, em Santiago, no Chile. Reconhecido internacionalmente, ele ficou conhecido por dirigir o longa-metragem Uma Mulher Fantástica, que entrou para a história do cinema chileno ao conquistar o Oscar de melhor filme em língua estrangeira, em 2018.
A morte foi confirmada pela atriz Amalia Kassai, companheira do diretor, por meio de uma publicação nas redes sociais. Segundo ela, Lelio faleceu por motivos de saúde. A causa específica não foi divulgada.
Na mensagem, Amalia lamentou a perda e destacou a importância do cineasta para a cultura chilena. A família também pediu respeito à privacidade neste momento de luto.
Nascido em Mendoza, na Argentina, em 1974, Sebastián Lelio mudou-se para o Chile quando tinha apenas dois anos. Antes de ingressar no curso de Cinema da Universidade do Chile, teve uma breve experiência na área de jornalismo.
Carreira internacional e reconhecimento
O reconhecimento internacional de Lelio começou a ganhar força em 2013, com o lançamento de Gloria. O filme foi destaque no Festival de Berlim e garantiu à atriz Paulina García o prêmio de melhor atriz na competição.
A consagração mundial veio com Uma Mulher Fantástica (2017), protagonizado por Daniela Vega. A produção acompanha a trajetória de uma mulher trans que enfrenta preconceitos e discriminação após a morte de seu companheiro.
Em 2018, o longa conquistou o Oscar de melhor filme em língua estrangeira, tornando-se a primeira produção chilena a receber a estatueta nessa categoria. No mesmo ano, também venceu o prêmio Goya de melhor filme ibero-americano.
Com o sucesso internacional, Lelio ampliou sua atuação em Hollywood e passou a dirigir produções em inglês. Entre seus trabalhos estão Desobediência (2017), com Rachel Weisz, Gloria Bell (2018), estrelado por Julianne Moore, e O Prodígio (2022), protagonizado por Florence Pugh.
Últimos trabalhos
Em seus projetos mais recentes, Sebastián Lelio continuou explorando questões sociais e políticas. Um dos destaques foi La Ola, musical inspirado nas mobilizações de universitárias chilenas, que reforçou a ligação do diretor com temas relacionados à realidade de seu país.
Ao longo da carreira, Lelio construiu uma trajetória marcada por produções que abordavam identidade, preconceito, liberdade e conflitos sociais, deixando uma contribuição importante para o cinema chileno e internacional.











































