Nesta terça-feira (23), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou uma emenda que institui a chamada “gratificação faroeste”, um adicional no salário de policiais civis que atuarem em operações com confronto armado e “neutralizarem” criminosos. O valor do bônus pode variar de 10% a 150% do vencimento do agente.
A emenda foi inserida em um projeto maior que reestrutura o quadro da Polícia Civil e altera pontos da Lei Orgânica da corporação. Além da premiação por mortes em operações, o texto prevê que policiais também possam ser contemplados caso apreendam armas de grande calibre ou de uso restrito.
Antes da votação, deputados estaduais apresentaram proposta para retirar a “gratificação faroeste” do projeto. A medida, entretanto, foi rejeitada por 47 votos, enquanto apenas 15 parlamentares apoiaram a retirada. Com a aprovação, o texto segue agora para sanção e regulamentação pelo governo estadual.
A proposta foi apresentada pelos deputados Rodrigo Amorim (União), Marcelo Dino (PL), Alexandre Knoploch (PL), Alan Lopes (PL), Célia Jordão (PL) e Dionísio Lins (PP), todos integrantes da base de apoio do governo Castro.
No mesmo dia, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), fez um discurso de 15 minutos em que criticou seu ex-aliado Cláudio Castro (PL), mencionou o prefeito Eduardo Paes (PSD) e chamou o comandante da Polícia Militar, Coronel Marcelo Menezes, de “labubu do governador”.
Para quem deseja acompanhar ou entender como a gratificação funcionará, a regra é clara: o agente poderá receber o bônus apenas após participação comprovada em operações com risco de confronto, com aprovação do governo estadual para a concessão do pagamento.











































