O príncipe Harry e Meghan Markle não descartam a possibilidade de voltar a viver nos Estados Unidos após um período de menos de um mês no Reino Unido. Segundo informações publicadas pela jornalista Alison Boshoff, do Daily Mail, o casal estaria avaliando um retorno a Montecito, na Califórnia, caso não consiga mudanças nas condições de segurança oferecidas à família em território britânico.
Harry e Meghan deixaram de exercer funções oficiais pela monarquia britânica em janeiro de 2020 e, posteriormente, estabeleceram residência nos Estados Unidos. No fim de agosto de 2026, porém, os dois retornaram ao Reino Unido com os filhos, Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, para o que foi descrito como uma estadia prolongada.

Agora, de acordo com fontes ouvidas por Boshoff, a permanência da família no país pode ser mais curta do que o planejado.
Segurança seria um dos principais motivos
Em sua coluna, Alison Boshoff afirmou ter recebido de fontes próximas ao casal a informação de que um retorno definitivo a Montecito estaria novamente em discussão e poderia ocorrer nas próximas semanas.
A questão da segurança pessoal de Harry e de sua família seria um dos principais fatores por trás da possibilidade de retorno aos Estados Unidos. Desde que deixou de ser um membro atuante da Família Real, o príncipe perdeu o direito automático à proteção policial financiada pelo Estado que é concedida a integrantes da realeza em determinadas circunstâncias.
Segundo a colunista, Harry vem buscando há anos mudanças na forma como sua segurança é definida durante suas visitas ao Reino Unido. Uma decisão sobre o tema pelo Royal and VIP Executive Committee, órgão responsável por questões relacionadas à proteção de pessoas consideradas de risco ou de interesse público, seria aguardada nos próximos dias.

Ainda segundo as informações publicadas pelo Daily Mail, caso o pedido do príncipe não seja atendido, a família poderia retornar aos Estados Unidos.
Os representantes de Harry e Meghan não se manifestaram publicamente sobre a possibilidade mencionada pela colunista.
Relação com a Família Real continua distante
Outro fator citado na reportagem é a relação ainda conturbada entre o casal e a Família Real britânica.
Após o retorno de Harry e Meghan ao Reino Unido, uma declaração em nome do rei Charles III reiterou que os dois deixaram de exercer funções representativas em nome do soberano em janeiro de 2020 e que continuam fora da condição de membros atuantes da Família Real.
O comunicado também destacou que os tratamentos de Sua Alteza Real permanecem suspensos e não são utilizados pelo casal. Segundo a declaração, as atividades filantrópicas de Harry e Meghan são realizadas de maneira independente, como cidadãos privados.
A posição oficial reforçou, portanto, que o retorno do casal ao Reino Unido não representa uma mudança em seu status dentro da monarquia.
Retorno teria outros motivos
A volta ao Reino Unido também estaria relacionada aos filhos do casal. A imprensa britânica informou que Harry e Meghan consideram o sistema educacional britânico para Archie e Lilibet.
Além disso, publicações locais afirmam que os dois estariam trabalhando em um documentário sobre a princesa Diana, mãe de Harry, com lançamento previsto para julho de 2027, mês que marcará 30 anos da morte de Diana.
Harry e Meghan já fizeram críticas à Família Real
Desde a mudança para os Estados Unidos, Harry e Meghan fizeram diversas declarações públicas sobre sua relação com a monarquia.
Em entrevista concedida a Oprah Winfrey em 2021, Meghan afirmou que Kate Middleton a fez chorar durante uma discussão ocorrida antes de seu casamento com Harry. Na ocasião, Meghan também apresentou outras críticas sobre sua experiência como integrante da Família Real.
Harry, por sua vez, relatou conflitos familiares em sua autobiografia, O Que Sobra. No livro, o príncipe descreveu uma discussão com o irmão, William, que teria terminado em agressão física.
A relação entre os dois irmãos permanece distante. Segundo relatos da imprensa britânica e da revista People, Harry e William teriam tido pouco ou nenhum contato desde o funeral da rainha Elizabeth II, em setembro de 2022. Os irmãos também teriam mantido distância durante a coroação de Charles III, realizada em maio de 2023.










































