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Influenciadora que fazia vídeos comendo grandes quantidades de comida morre aos 24 anos

Chen Ziyi, conhecida como Ganfan Yingying, tinha 24 anos e mais de 1 milhão de seguidores; família confirmou a morte nas redes sociais

Ganfan Yingying tinha mais de 1,2 milhão de seguidores e morreu aos 24 anos - Foto: Reprodução
Ganfan Yingying tinha mais de 1,2 milhão de seguidores e morreu aos 24 anos - Foto: Reprodução

A influenciadora chinesa Chen Ziyi, de 24 anos, conhecida na internet como Ganfan Yingying, morreu após sofrer uma parada cardíaca. Segundo relatos divulgados por veículos de comunicação chineses, o quadro teria relação com níveis muito baixos de potássio no sangue. A causa exata da morte, no entanto, não foi confirmada oficialmente.

Yingying era conhecida por realizar transmissões ao vivo de mukbang, formato de conteúdo em que influenciadores consomem grandes quantidades de comida diante das câmeras. A morte teria ocorrido em 17 de agosto, e os pais da influenciadora anunciaram o falecimento nas redes sociais na última sexta-feira (4).

Com mais de 1 milhão de seguidores, Chen havia relatado recentemente problemas de saúde associados às transmissões.

Influenciadora que fazia vídeos comendo grandes quantidades de comida morre aos 24 anos
Ganfan Yingying tinha mais de 1,2 milhão de seguidores e morreu aos 24 anos – Foto: Reprodução

Influenciadora relatou problemas de saúde

Em seu último vídeo, publicado em 14 de agosto, Yingying afirmou que episódios recorrentes de alimentação excessiva haviam provocado uma queda nos níveis de potássio e levado à sua hospitalização. Segundo os relatos, ela informou que a concentração da substância no sangue havia chegado a 2,3.

A influenciadora também disse que já havia sido internada anteriormente pelo mesmo motivo e mencionou um antigo hábito de provocar o próprio vômito. Ela reconheceu que as atividades realizadas nas transmissões poderiam causar impactos físicos.

“Embora ganhar dinheiro fosse importante, a saúde deveria estar em primeiro lugar”, afirmou no vídeo.

Em outra transmissão, Yingying relatou ter precisado comer entre 60 e 70 ovos em conserva. Segundo ela, alguns produtos exigiam que os influenciadores continuassem consumindo alimentos durante as lives, mesmo quando o corpo já não suportava o esforço.

A influenciadora também comentou que os criadores de conteúdo do segmento enfrentavam pressão para comer quantidades cada vez maiores, com o objetivo de aumentar as vendas e o engajamento.

China tem regras contra consumo excessivo em lives

A China possui normas que restringem conteúdos de transmissões ao vivo que incentivem o desperdício de alimentos e o consumo excessivo.

A Lei de Combate ao Desperdício de Alimentos, aprovada em 2021, proíbe a produção, publicação e disseminação de conteúdos de áudio e vídeo que promovam o consumo excessivo e a compulsão alimentar.

Além disso, um código de conduta para streamers online, publicado em 2022, estabelece restrições a práticas como simular que está comendo, provocar vômito e realizar ingestão compulsiva de alimentos durante transmissões, conforme informações divulgadas por veículos chineses.

O caso de Chen Ziyi voltou a chamar atenção para os riscos associados à produção de conteúdo que envolve desafios alimentares e consumo extremo diante das câmeras.

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Diego Cartaxo é radialista, jornalista e empreendedor digital. Com trajetória marcada pela inovação na comunicação e no entretenimento, é fundador e Editor-chefe do Portal POP Mais, hoje considerado um dos principais veículos independentes de cultura pop e variedades em crescimento no Brasil. Antes do site, trabalhou na TV Metrópole, onde atuou na reestruturação da marca e da programação da emissora.

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