O apresentador Ratinho passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo após declarações consideradas homofóbicas exibidas no SBT. A apuração envolve comentários feitos no dia 6 de maio, durante o quadro “Ratinho Livre”, exibido no Programa do Ratinho.
Segundo informações divulgadas pela coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, a investigação foi aberta após repercussão negativa nas redes sociais e denúncias apresentadas por parlamentares e ativistas LGBTQIA+.
Durante a atração, Ratinho comentava a história de um homem casado com sete mulheres quando falou sobre casais homoafetivos na televisão. “Quando eu vejo dois homens se beijando, já fico preocupado: ele já saiu do mercado e tirou mais um”, afirmou o apresentador.
Na sequência, ele também declarou: “É muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Não sei se incentiva isso porque, no meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha muito isso.”
As falas geraram críticas imediatas nas redes sociais e motivaram ações judiciais. O deputado suplente e ativista LGBTQIA+ Agripino Magalhães Júnior apresentou uma queixa-crime contra Ratinho e também incluiu o SBT na denúncia, alegando possível responsabilidade conjunta da emissora pelo conteúdo exibido.
Além dele, a deputada federal Sâmia Bomfim também protocolou representação junto ao Ministério Público pedindo investigação sobre o episódio.
Procurado, Ratinho afirmou que não comenta processos judiciais. O SBT também informou que não irá se manifestar sobre o caso até o momento.
Essa não é a primeira vez que o apresentador enfrenta questionamentos relacionados a declarações sobre pautas LGBTQIA+. Em março deste ano, Ratinho já havia sido alvo de investigação após comentários envolvendo a deputada federal Erika Hilton.
Na ocasião, ele criticou a possibilidade de Erika assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados por ser uma mulher trans. As declarações provocaram forte repercussão e levaram a parlamentar a entrar na Justiça contra o apresentador por transfobia.
Erika Hilton pediu indenização de R$ 10 milhões e solicitou ao Ministério das Comunicações a suspensão temporária do programa exibido pelo SBT. Como resposta, Ratinho moveu uma ação contra a deputada por calúnia e difamação.
Os dois casos seguem em tramitação judicial e, até agora, o Ministério Público não divulgou detalhes sobre os próximos passos da nova investigação.






































