O quarto dia do Rock in Rio 2026 reuniu grandes nomes da música nacional e internacional em uma programação marcada por encontros entre gerações, homenagens à música brasileira e apresentações memoráveis. Elton John emocionou o público em seu retorno ao Brasil após 11 anos, enquanto Gilberto Gil deu indícios de que pode ter feito sua última apresentação no festival. Já Luísa Sonza enfrentou uma plateia abaixo do esperado e problemas técnicos durante o show.
Principal atração da noite, Elton John mostrou que continua em plena forma aos 79 anos. Em sua terceira participação no Rock in Rio e oitava visita ao Brasil, o artista britânico apresentou um repertório de 24 músicas em mais de duas horas de espetáculo, reunindo clássicos como Candle in the Wind, Skyline Pigeon e Cold Heart. Com um figurino chamativo, composto por um terno amarelo fluorescente, Elton tornou-se o headliner mais velho da história do festival.
Outro momento marcante foi protagonizado por Gilberto Gil. Aos 84 anos, o cantor realizou sua quinta apresentação no Rock in Rio e emocionou o público ao afirmar que aquele poderia ser seu último show no festival. Mesmo com uma performance mais contida, Gil mostrou a força de seu repertório ao interpretar sucessos como Andar com Fé, Toda Menina Baiana, Realce, Pela Internet e Palco, reforçando o legado de uma das maiores carreiras da música brasileira.
A programação também destacou a influência da bossa nova. Luísa Sonza dividiu o palco com o veterano Roberto Menescal em um bloco especial dedicado ao gênero, interpretando canções como Chico, Você e Samba de Verão. Apesar da proposta elogiada, a cantora enfrentou baixa presença de público no Palco Mundo e dificuldades na sonorização, que prejudicaram parte da apresentação.
A cantora islandesa Laufey também homenageou a música brasileira. Em sua segunda passagem pelo país, apresentou um repertório que mistura smooth jazz, pop e bossa nova, além de cantar em português a canção Perdido de Amor, de Luiz Bonfá, conquistando o público com seu estilo delicado e romântico.
No Palco Sunset, Péricles surpreendeu ao deixar o samba e o pagode de lado para apresentar um tributo à lendária gravadora Motown Records. Interpretando clássicos do soul e do R&B norte-americanos, o cantor evidenciou sua versatilidade vocal em um projeto criado especialmente para o festival.
Também no Sunset, Jon Batiste fez um dos shows mais elogiados da edição ao unir samba, blues, gospel e jazz em uma apresentação marcada pela celebração da diversidade cultural. O músico norte-americano convidou o público a participar da experiência musical e emocionou ao misturar sucessos próprios com referências à música brasileira, incluindo uma versão de Mas Que Nada.
Após 35 anos longe do festival, o Roupa Nova voltou ao Rock in Rio ao lado de Guilherme Arantes. O encontro trouxe clássicos que marcaram gerações e reforçou a conexão da banda com a memória afetiva da televisão e da música brasileira.
Abrindo a programação do Palco Sunset, Vanessa da Mata celebrou seus 20 anos de carreira com um repertório repleto de sucessos, músicas recentes e homenagens a grandes nomes da MPB. Ao lado de Rubel, a cantora também apresentou duetos que foram bem recebidos pelo público, encerrando a apresentação em clima de celebração com o hit Ai, Ai, Ai….










































