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Música

Rock in Rio 2026: chuva marca último dia, e mulheres dominam os palcos

Twenty One Pilots encerrou a programação com show maduro; Halsey, Ivete Sangalo, Marina Sena, Zara Larsson e Joelma foram destaques

Ivete Sangalo se apresenta no Palco Mundo durante o último dia de Rock in Rio 2026, em 13 de setembro - Foto: @SHOURICO
Ivete Sangalo se apresenta no Palco Mundo durante o último dia de Rock in Rio 2026, em 13 de setembro - Foto: @SHOURICO

O último dia do Rock in Rio 2026 foi marcado pela força das atrações femininas, pela chuva persistente e pelo amadurecimento do Twenty One Pilots, responsável por encerrar a programação do festival. Lolla Young, Halsey, Zara Larsson, Marina Sena, Joelma, Ivete Sangalo e Carol Biazin também se destacaram neste domingo (13).

As apresentações ocorreram sob chuva praticamente ininterrupta, em contraste com a atmosfera ensolarada que marcou parte dos shows de Ivete Sangalo, Joelma, Marina Sena e Zara Larsson. A condição climática também pode ter influenciado a presença do público: embora 100 mil ingressos tenham sido disponibilizados, a organização não informou quantos foram vendidos, e a Cidade do Rock aparentava estar mais vazia do que nos dias anteriores.

Twenty One Pilots encerra o festival com show maduro

O Twenty One Pilots fechou a noite com uma apresentação que evidenciou a evolução da dupla americana após uma década de passagens pelo Brasil. Tyler Joseph e Josh Dun deixaram de ser vistos apenas como uma novidade do rap rock e mostraram por que conquistaram espaço entre os grandes nomes dos festivais.

O show reuniu performances teatrais, interação com o público e uma execução musical elaborada. Tyler se dividiu entre teclado, baixo, guitarra e vocais, enquanto Josh conduziu a apresentação com uma bateria que transitou por grooves dançantes, R&B e elementos de disco music.

Entre os momentos mais marcantes, Tyler usou e retirou uma máscara, interagiu com as câmeras, subiu em uma estrutura sobre a plateia e girou o microfone. A apresentação combinou os recursos cênicos que ajudaram a popularizar a banda com uma entrega musical consistente.

Embora tenha sido apontado como o menor público de um headliner desta edição, o show encontrou uma Cidade do Rock ainda movimentada e encerrou o festival em clima de celebração.

Halsey faz apresentação potente no Palco Mundo

Dois dias depois de relatar aos seguidores que enfrentava uma infecção no rosto e estava tomando medicamentos, Halsey subiu ao Palco Mundo e entregou uma apresentação enérgica em sua estreia no Rock in Rio.

A cantora americana apostou em uma versão mais roqueira, com vocais intensos, movimentação constante e interação com o público. O espetáculo incluiu elementos de fogo no cenário, escadas que levavam a uma estrutura cenográfica e momentos de forte presença de palco.

O figurino, composto por vestido branco de babados e corselet, contrastou com a performance agressiva. A apresentação também foi marcada por músicas como “Without Me”, que levaram o público a cantar junto.

Zara Larsson leva o “sol” ao Sunset mesmo sob chuva

Zara Larsson encerrou o Palco Sunset com um repertório inspirado no álbum Midnight Sun (2025). Mesmo com a chuva, a cantora sueca prometeu levar o clima de verão ao festival e abriu a apresentação com a faixa que dá nome ao disco.

O show refletiu a nova fase da artista, que nos últimos anos passou de uma cantora pop subestimada a uma estrela em ascensão. Em entrevista ao g1 em 2025, Zara atribuiu parte dessa transformação ao maior controle criativo sobre sua música.

A conexão com os fãs também chamou atenção. Parte do público apareceu com roupas grafitadas e visuais tropicais inspirados na estética da cantora, em uma demonstração do impacto de sua atual era musical.

Marina Sena estreia no festival com participação de Céu

Marina Sena finalmente ganhou um show próprio no Rock in Rio. Depois de participar de apresentações de outros artistas no festival, a cantora estreou no Palco Sunset com um espetáculo inspirado no álbum Coisas Naturais.

A apresentação explorou elementos ligados às raízes e à identidade da artista, natural de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais. Rabeca, violões, percussões e elementos visuais com aparência artesanal ajudaram a construir a atmosfera do show.

Marina também recebeu Céu para cantar “Malemolência”. O repertório incluiu ainda os singles “Taiobeiras (Folha Grande)” e “Carta de Maria”, parceria com Rubel.

A apresentação, porém, foi prejudicada pelo som baixo das caixas do Sunset. Zara Larsson e Joelma também teriam enfrentado dificuldades semelhantes no palco.

Joelma celebra carreira no Rock in Rio

Aos 50 anos, Joelma fez sua estreia no Rock in Rio após mais de três décadas de carreira. A cantora paraense subiu ao Palco Sunset com um figurino nas cores verde, amarelo e azul, acompanhado de penas nos ombros e nas botas.

O show começou com “Dançando Calypso”, um dos sucessos da Banda Calypso, e seguiu com músicas como “Anjo”, “A Lua Me Traiu”, “Passe de Mágica”, “Xonou Xonou” e “Voando pro Pará”.

Conhecida pela performance e pelos movimentos de cabelo, Joelma revelou que alongou os fios especialmente para a apresentação. Após cerca de 25 minutos de show, recebeu Viviane Batidão, com quem cantou “Balanço do Norte” e “Vem Meu Amor”.

Lolla Young estreia no Brasil com performance teatral

Lola Young estreou no Brasil no Palco Mundo, sob uma garoa persistente, e se apresentou para um público menor do que o esperado para aquele palco e horário.

A cantora inglesa levou ao festival uma performance que combinou teatralidade e espontaneidade. Acompanhada por uma banda de cinco integrantes, apresentou vocais rasgados e arranjos próximos do gospel e do soul.

Problemas técnicos atrapalharam o início do show, mas a artista manteve a interação com o público. Um cinegrafista que circulava pelo palco, registrando ângulos pouco convencionais, também ajudou a compor a estética da apresentação.

Ivete Sangalo chega ao 20º show com espetáculo “A La Sangalo”

Ivete Sangalo realizou seu 20º show no Rock in Rio e apresentou o espetáculo “A La Sangalo”, que explorou a latinidade da cantora baiana.

A apresentação começou por volta das 17h, com Ivete surgindo sobre uma plataforma e usando um figurino longo, rendado e cravejado de pedras vermelhas. Depois, ela retirou a cauda e ficou com um vestido curto.

A cenografia apostou em escadarias vermelhas, flores e imagens de animais, como uma onça. No palco, Ivete resumiu a proposta do show ao declarar: “Sou latina, sou baiana, sou louca, sou o que eu quiser ser”.

Carol Biazin abre o Sunset com Joyce Alane

Carol Biazin abriu a programação do Palco Sunset e reencontrou o festival após sua participação no Rock in Rio Lisboa. A cantora, que ganhou projeção ao chegar à final do The Voice Brasil em 2017, apresentou um repertório que mistura pop, R&B, rap e MPB.

O público acompanhou músicas como “Dilemas da Vida Moderna”, “Low Profile” e “Sou do Mundo”. A artista também recebeu Joyce Alane para cantar “Tudo Com Você”.

Written By

Jornalista premiado e especialista em entretenimento, já entrevistou grandes nomes da música, da TV, do teatro e do cinema, como Anitta, Ludmilla, Maria Rita, Roberto Carlos e Taís Araújo. Também cobriu eventos nacionais, como Festival do Rio, Prêmio Grande Otelo e Festival LED, além de internacionais, como BRICS e G20, e conversou com ministros, incluindo a ministra de Estado para Cooperação Internacional dos Emirados Árabes Unidos, sempre trazendo um olhar afiado sobre cultura, política e entretenimento.

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