Na última semana Anitta vem sendo acusada de plágio no clipe de “Tócame“, sua parceria com Arcángel e De La Guetto, lançado no último dia 10 de julho.
De acordo com os fãs da banda de heavy metal VIPER, a carioca teria copiado a ideia do videoclipe da música “The Spreading Soul Forever”, lançada em 8 de junho, como uma homenagem ao saudoso André Matos, falecido um ano antes.
Há de fato uma semelhança na temática usada em ambos os clipes, com imagens captadas por câmeras em drones e a inserção de projeções em edifícios. Porém, nem tudo que parece igual, de fato é.
Com a pandemia de coronavírus, os artistas tiveram que se reinventar e buscar novas formas de produzir conteúdo ou revisitar técnicas antigas, sempre com respeito as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS): manter a distância.
O uso de drones para captar imagens é um mercado crescente a nível global, e recebeu ainda mais impulso com a quarentena. Dezenas de empresas especializadas surgiram no Brasil desde de 2015, com clientes interessados na rapidez e versatilidade as imagens captadas. Até então, as imagens aéreas eram feitas por aeronaves e helicópteros e, portanto, tornavam-se caras e demoradas. Com drones, tornou-se possível registrar facilmente imagens aéreas de alta resolução, com baixos custos e agilidade incomparáveis, a preços bem mais baixos do que a locação de um helicóptero ou avião.
Imagens aéreas e projeção de imagens em clipes musicais
Apenas a título de curiosidade, o uso de imagens aéreas em clipes musicais não é uma novidade. Aqui no Brasil, a banda Constante Variável lançou em 2015 o vídeo da música “Renascer no Teu Olhar”, com imagens captas em Teresina, como você pode ver abaixo:
Quanto a projeção de imagens nos prédios, assim como eu disse antes, os artistas precisaram buscar formas de criar clipes, sem furar a quarentena. Alguns com mosaico de imagens, outros com participações de celebridades de forma remota. No caso de Anitta e da banda VIPER, ambos buscaram inspiração em efeitos de apps como o TikTok ou Instagram, que possui uma funcionalidade parecida – inserir fundo diferente do em vídeos. Além disso, a inserção de elementos que acompanham o movimento das imagens não é uma novidade, utilizada amplamente em filmes desde o final da década de 1980, principalmente na apresentação dos créditos.
Inclusive, a mesma técnica, chamada de Motion Tracking, foi usada no lyric video de “Tócame”, mas ao invés de imagens, a produção usou palavras.
Dito isso, antes de finalizar essa matéria vamos citar o clipe de “Do Mesmo Jeito”, lançado em 2014 pelo Skank, que usou tudo o que citamos acima no texto da matéria.
A arte se reinventa a cada dia. Assim como no cinema, com seus reboots e remakes, a música também revisita projetos que fizeram sucessos, seja comercial ou de crítica, ou nem sempre. É preciso buscar inspiração na constante roda do entretenimento. Afinal de contas, o show não pode parar!











































