“Imaginative, catchy and melancholic-futuristic” — imaginativo, cativante e melancólico-futurista. A definição publicada pela revista femMit ajuda a traduzir a identidade sonora do I WANT POETRY, duo alemão de indietronica que vem conquistando espaço na cena independente europeia ao combinar profundidade emocional, elementos eletrônicos e uma estética visual marcante.
Formado por artistas que compartilham uma visão cinematográfica da música, o duo construiu uma trajetória marcada por apresentações imersivas e uma forte conexão entre som e imagem. Ao longo da carreira, o I WANT POETRY já realizou mais de 90 shows em países como Alemanha, Polônia e Suécia, além de participar de importantes festivais de showcase europeus.
O reconhecimento também ultrapassou os palcos. A dupla recebeu elogios da crítica, conquistou indicações e reconhecimento em premiações e chegou a ser indicada ao European Songwriting Awards, consolidando sua presença entre os nomes que despertam atenção na nova cena indie pop europeia.
Um dos momentos de maior destaque veio com a música “Light”, que alcançou as paradas do iTunes em diferentes países. A faixa também ganhou uma nova dimensão ao ser escolhida para integrar a trilha sonora do filme canadense La mécanique des frontières.
Agora, o I WANT POETRY se prepara para abrir um novo capítulo em 2026 com o álbum “Future Selves”. O trabalho surge como uma obra essencialmente esperançosa e transformadora, inspirada por uma época em que o futuro ainda era visto como uma promessa — um território de possibilidades, descobertas e progresso.
O conceito do álbum resgata o espírito das antigas utopias e dos sonhos de avanço que marcaram diferentes gerações. Em vez de olhar para o futuro apenas como algo incerto, o duo propõe uma perspectiva mais criativa: o amanhã pode ser imaginado, construído e transformado pelas escolhas do presente.
Essa ideia também aparece na própria construção musical de Future Selves. O disco representa uma evolução em relação ao trabalho anterior, “Solace + Light”, deixando para trás parte de sua atmosfera mais contemplativa para apostar em uma sonoridade mais vibrante. Sintetizadores luminosos, instrumentais marcantes e melodias expansivas se combinam para criar uma paisagem sonora que mantém a sensibilidade característica do duo, mas aponta para novos horizontes.
A memória ocupa um papel importante nesse processo. As referências ao passado não aparecem como simples nostalgia, mas como matéria-prima para imaginar aquilo que ainda está por vir. O I WANT POETRY transforma antigas expectativas sobre o futuro em combustível criativo para pensar novos caminhos.
Essa combinação entre passado e futuro, fragilidade e esperança, música e imagem está no centro da proposta artística do duo. A experiência ao vivo, reconhecida como um dos pontos fortes do projeto, amplia essa linguagem ao transformar as apresentações em experiências sensoriais, nas quais elementos visuais e musicais se encontram.
Com Future Selves, o I WANT POETRY reforça sua vocação para criar música que vai além do entretenimento imediato. É um trabalho sobre imaginar possibilidades, recuperar sonhos e, principalmente, acreditar que ainda é possível construir algo novo.
Ao entrar em uma nova fase em 2026, o duo se prepara para levar sua visão cinematográfica e ambiciosa aos palcos da Europa e de outros territórios. Depois de mais de 90 apresentações e uma trajetória que já atravessou diferentes países, o próximo passo do I WANT POETRY parece seguir a mesma direção apontada pelo título do novo álbum: olhar para quem podemos nos tornar — e para o futuro que podemos criar.











































