A cantora e compositora Dolly Parton, uma das maiores referências da música country mundial, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, em Nashville, no estado do Tennessee (EUA). A informação foi confirmada por seu sobrinho, Brian Seaver, em um vídeo divulgado nas redes sociais. A causa da morte não foi informada.
Nos últimos meses, a artista vinha enfrentando problemas de saúde e havia reduzido sua agenda de compromissos. Quatro dias antes de sua morte, em entrevista à revista People, Dolly revelou que ainda lidava com questões de saúde enquanto tentava retomar projetos pessoais após a perda do marido, Carl Thomas Dean, falecido em março de 2025.
Comunicado da família
No vídeo, Brian Seaver afirmou que a própria cantora havia lhe confiado, anos atrás, a responsabilidade de comunicar sua morte à família e ao público.
“É uma honra que se mistura a um orgulho imenso e a uma profunda tristeza. Mas a tristeza fica conosco, não com Dolly. Ela viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, por seus pais e por tantas outras pessoas que a esperavam no céu”, declarou.
Brian também relembrou os mais de 20 anos em que atuou como chefe da segurança da artista, função anteriormente desempenhada por seu pai, Larry.
Uma carreira que marcou gerações
Nascida em 19 de janeiro de 1946, em Locust Ridge, no Tennessee, Dolly Rebecca Parton cresceu em uma família humilde, sendo a quarta de 12 irmãos. Ainda criança, descobriu na música uma forma de expressão e, antes dos 20 anos, mudou-se para Nashville, onde iniciou uma trajetória que a transformaria em um dos maiores nomes da música americana.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, emplacou sucessos como “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Esta última ganhou projeção mundial após ser regravada por Whitney Houston para a trilha sonora do filme O Guarda-Costas, em 1992.
Além da música, Dolly também construiu uma carreira no cinema, participando de produções como Como Eliminar Seu Chefe (1980), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin, e Flores de Aço, entre outros trabalhos na televisão.
Seu legado foi reconhecido com sete prêmios Grammy competitivos, o Grammy Lifetime Achievement Award, em 2011, e a inclusão no Rock & Roll Hall of Fame, consolidando seu nome entre os maiores artistas da história da música.
Vida pessoal
Dolly Parton foi casada por quase 60 anos com Carl Thomas Dean. Os dois oficializaram a união em maio de 1966 e, ao contrário da esposa, Dean sempre manteve uma vida discreta, distante dos holofotes.
Após a morte do marido, em março de 2025, a cantora prestou diversas homenagens ao companheiro, incluindo o lançamento da música If You Hadn’t Been There. O casal não teve filhos, decisão sobre a qual Dolly afirmou, em entrevistas, ter permitido que ela se dedicasse integralmente à carreira artística.
Com uma trajetória marcada pelo talento, carisma e influência que ultrapassou os limites da música country, Dolly Parton deixa um legado que seguirá inspirando artistas e fãs em todo o mundo.











































