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Lady Gaga fala sobre saúde mental e objetificação em entrevista para a “CBS”

Imagem: CBS

Na tarde desta segunda-feira (21/09), Lady Gaga concedeu uma entrevista a rede de TV norte-americana “CBS”. Tópicos como seus problemas com a fama e saúde mental foram abordados.

Antes de qualquer coisa, Lady Gaga falou sobre o uso de máscaras e como isso pode ser um ato de bondade: “Você está sendo gentil agora, usando máscara nesta entrevista comigo.”

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A cantora começou falando que não há uma música em seu novo álbum que não seja verdadeira sobre o que ela estava sentindo no momento. Gaga afirmou que nos últimos anos, desistiu de si mesma e se sentia usada, não pela mídia e muito menos pelos fãs, mas sim, por sua personagem “Lady Gaga”, pois de certa forma, Stefani Germanotta, seu verdadeiro nome, havia ficado de lado por muito tempo. O que é notável se analisarmos letras como “Fun Tonight” e “911”.

Imagem: CBS

A cantora também revelou que certas vezes, olhava para seu piano e dizia que ele havia arruinado sua vida, por ter a feito ser Lady Gaga. E prosseguiu com a seguinte afirmação:

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“‘Meu maior inimigo é Lady Gaga’, era isso que eu pensava.
‘Meu maior inimigo é ela! Veja o que você fez!
Você não pode ir na padaria agora. […] Você não pode jantar com a sua família sem que você se torne o centro das atenções. […] Por quê você tem que ser assim?'”

Imagem: YouTube/Lady Gaga

Stefani também comentou um pouco sobre o “Joanne”, quinto álbum de estúdio da cantora que recebe o nome de sua tia que faleceu aos 19 anos de idade.
Como já citado em entrevista anterior, o álbum foi feito para tentar curar o pai dela, porém, ela notou que isso não era algo que estava ao seu alcance.

Em um momento super pessoal, Gaga contou que costumava se cortar e mostrar que estava machucada, porquê ela imaginava que ninguém podia ver o que ela estava sentindo, já que saúde mental é algo invisível.

A grammy-winner ainda falou sobre pensamentos suicidas que estava tendo durante os últimos anos: “Eu não entendia o porquê eu deveria viver se não fosse pela minha família. Esse foi um pensamento e um sentimento real.”
Após essa afirmação, ela foi questionada sobre ter pensado em cometer suicídio e afirmou: “Oh, sim. Todos os dias.”

Devido a esses pensamentos, a cantora revelou que durante anos, seus familiares e amigos ficavam vigiando-a todos os dias, até terem certeza que ela estava segura e podia ficar sozinha.

Ainda no tópico de saúde mental, Lady Gaga comentou um pouco sobre seu estresse pós-traumático e como as pessoas tratarem-na como objeto, muitas vezes funciona como um gatilho:

“Se eu estiver em uma padaria, alguém chegar muito perto, colocar um celular no meu rosto e simplesmente começar a tirar fotos. […] é pânico total, dor no corpo inteiro e isso porquê eu fico muito assustada. É como se eu fosse um objeto e não uma pessoa.”

Imagem: Instagram/@ladygaga

Falando um pouco sobre como seu estado mental afetou a produção do “Chromatica”, Stefani revelou que o verso “Pop a 911” (Engula em 911) faz referência a um antipsicótico que ela costumava tomar quando entrava em pânico por ser a Lady Gaga.

Após essa afirmação, entrevistador questionou Lady Gaga sobre as pessoas dizerem para ela que se a fama é tão dolorosa, por quê ela não deixa a música de lado, então ela respondeu: “Eu não sei porquê, mas eu tenho que fazer isso. Isso [aponta para o piano], eu preciso fazer. Cantar, eu preciso fazer. Acontece que mesmo eu não querendo estar viva, eu ainda sei compor uma música.”

Imagem: Getty

Uma breve conversa sobre a amizade entre Gaga e Ariana Grande surgiu, levando a cantora a fazer a seguinte afirmação sobre a indústria: “Nesta indústria ter uma amiga mulher é quase como ver um porco voar.”

Já sobre seu amigo de longa data, Elton John, a cantora afirmou que ele sempre liga quando ela está triste e que isso normalmente significa que ela não vai atender, pois se isola, então, ele envia mensagens dizendo que estão pensando nela.

Mas Stefani diz que hoje está melhor fisica e mentalmente falando. Tanto que afirmou que não odeia mais Lady Gaga e que encontrou uma maneira de amar a si mesma.
E sobre seu piano citado anteriormente, ela falou:

“Agora eu olho para esse piano e falo: ‘Oh meu deus, meu piano! Meu piano que eu amo tanto. Meu piano que me deixa falar. Meu piano que me deixa fazer poesia. Meu piano que me pertence.'”

Abaixo você pode conferir a entrevista completa de Lady Gaga para a CBS com legenda em português feita pela equipe do RDT Lady Gaga:

https://vimeo.com/460265098

“Chromatica”, sexto álbum de estúdio de Lady Gaga, já se encontra em todas as plataformas digitais.

Nota do autor
Se você estiver se sentindo para baixo, tendo pensamentos sobre autoflagelação e suicídio, procure ajuda. Saúde mental pode ser invisível, mas não é algo que deve ser ignorado. Caso se sinta intimidado a conversar sobre isso com amigos e familiares, entre em contato com os profissionais do CVV e tenha uma conversa gratuita com eles. Saiba que você não está sozinho e que você vale a pena.

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