Em pronunciamento nacional na noite deste sábado (6), em celebração ao Dia da Independência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas a figuras políticas que, segundo ele, “traem o país ao defender interesses pessoais”, sem citar nomes diretamente. A declaração foi interpretada como uma alusão ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que articula sanções contra o Brasil nos Estados Unidos.
Lula também reforçou a importância da soberania nacional, destacando que o Brasil “não será colônia de ninguém”, em resposta às recentes tarifas impostas pelos EUA e às críticas do ex-presidente americano Donald Trump ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente defendeu o cumprimento da Constituição e a independência entre os poderes, rebatendo pressões externas contra decisões do Judiciário brasileiro. Ele criticou investigações americanas sobre o Brasil com base na Lei de Comércio dos EUA, que envolvem temas como o Pix, pirataria, desmatamento e comércio com países como México e Índia.
No discurso, Lula reafirmou promessas de campanha, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a taxação dos super ricos. Também citou ações do governo contra o crime organizado, como a megaoperação da Polícia Federal contra o PCC.
Destacou ainda conquistas ambientais, como a redução do desmatamento na Amazônia e a preparação do Brasil para sediar a COP 30. O presidente também defendeu o Pix como uma ferramenta pública e gratuita e se posicionou a favor da regulamentação das redes sociais para combater crimes e fake news.
Neste domingo (7), a oposição prepara manifestações em pelo menos 96 cidades, no Brasil e no exterior, com pautas como o pedido de anistia aos réus do 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
















































