O Superior Tribunal de Justiça (STJ) comunicou nesta quarta-feira (25) a morte do ministro aposentado Felix Fischer, aos 78 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, onde realizava acompanhamento médico. A causa da morte não foi divulgada.
Fischer integrou o STJ por 26 anos, entre 1996 e 2022, quando se aposentou pouco antes de completar 75 anos, idade limite para permanência na magistratura. Ao longo de sua trajetória na Corte, destacou-se como relator dos processos da Operação Lava Jato no STJ, atuando na Quinta Turma, especializada em matéria penal.
Além de sua atuação no STJ, Felix Fischer também exerceu funções no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde foi ministro e corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Também dirigiu a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), contribuindo para a capacitação de juízes em todo o país.
Reconhecido por sua sólida formação acadêmica e rigor técnico, Fischer recebeu diversas comendas, títulos e homenagens ao longo da carreira. Foi membro da Academia Paranaense de Letras Jurídicas, Cidadão Honorário do Paraná e professor de Direito Penal por muitos anos.
Trajetória
Nascido em Hamburgo, na Alemanha, Felix Fischer naturalizou-se brasileiro ainda no primeiro ano de vida. Formou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1971, e em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 1972.
Iniciou a carreira no Ministério Público do Paraná em 1974, como promotor substituto. Ao longo dos anos, foi promovido sucessivamente até alcançar o cargo de procurador de Justiça, em 1990. Seis anos depois, foi nomeado ministro do STJ.
Velório e família
O velório será realizado nesta quinta-feira (26), a partir das 9h30, e o sepultamento ocorrerá às 14h30, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.
Felix Fischer deixa a esposa, Sônia, e quatro filhos: Octávio, João, Denise e Fernando.









































