A artista visual mineira Teresinha Soares morreu na madrugada desta terça-feira (31), aos 99 anos. Reconhecida por sua obra provocadora e inovadora, ela ficou marcada por abordar o corpo feminino com uma mistura de erotismo e crítica social.
Teresinha estava internada no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, após sofrer uma fratura no fêmur há cerca de três semanas. Segundo sua filha, Valeska, a artista não conseguiu se recuperar das complicações decorrentes do acidente.
Com uma produção intensa nas décadas de 1960 e 1970, Teresinha construiu uma trajetória artística voltada ao questionamento de padrões e à contestação social. Suas colagens e instalações tinham caráter crítico, feminista e frequentemente desafiavam normas conservadoras da época.
Nascida em Araxá, no interior de Minas Gerais, ela cresceu em Belo Horizonte, onde desenvolveu grande parte de sua carreira. Ao longo da vida, participou de três edições da Bienal de São Paulo, além de diversas exposições importantes no Brasil.
Além de sua atuação nas artes, Teresinha Soares também teve papel pioneiro na política, sendo a primeira mulher eleita vereadora em sua cidade natal.
Sua obra permanece como um marco na arte contemporânea brasileira, especialmente na discussão sobre gênero, corpo e liberdade de expressão.










































