A influenciadora Virginia Fonseca voltou ao centro das discussões nas redes sociais nesta terça-feira (11) após realizar uma viagem de ida e volta em seu jatinho particular entre São Paulo (SP) e Goiânia (GO). O motivo do deslocamento chamou a atenção dos internautas: treinar em sua academia particular.
O trajeto, que dura entre 1h15 e 1h45, reacendeu o debate sobre o impacto ambiental do uso de aeronaves privadas. De acordo com dados da fabricante do Cessna Citation Sovereign, modelo utilizado pela influenciadora, a aeronave pode consumir até 930 litros de querosene de aviação por hora de voo. Considerando que cada litro do combustível libera cerca de 2,52 kg de dióxido de carbono (CO₂), a viagem pode ter gerado aproximadamente 4 toneladas de emissões.

Quantas árvores seriam necessárias?
Especialistas estimam que seriam necessárias entre 33 e 35 árvores jovens, em fase de crescimento, para absorver o volume de carbono emitido durante o deslocamento. O processo de compensação, no entanto, levaria cerca de 20 anos.
A emissão de CO₂ é um dos principais indicadores utilizados para medir a contribuição de atividades humanas ao aquecimento global. Grande parte desses gases é produzida pela queima de combustíveis fósseis, além do desmatamento e de processos industriais.
Uso de jatos por milionários é alvo de críticas
O impacto ambiental dos voos particulares tem sido alvo de críticas em todo o mundo. Um estudo divulgado pelo Made (Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades), ligado à Universidade de São Paulo (USP), apontou que os 10% mais ricos da população brasileira são responsáveis por cerca de 72% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas à aviação no país, evidenciando a desigualdade no acesso e no impacto desse tipo de transporte.
No cenário internacional, plataformas como o Celebrity Private Jet Tracker monitoram o uso de jatos particulares por celebridades e estimam suas emissões de carbono. Entre os nomes frequentemente citados estão empresários e artistas como Eric Schmidt, Kim Kardashian, Travis Scott, Bill Gates, Jay-Z e Tom Cruise.
Taylor Swift também enfrentou críticas
O tema ganhou repercussão internacional após a cantora Taylor Swift ser apontada, em 2023, como uma das celebridades com maior emissão de carbono proveniente de voos particulares. Segundo levantamento da empresa Yard, a artista realizou 170 voos em pouco mais de seis meses, acumulando cerca de 22.923 minutos no ar e emitindo aproximadamente 8.293 toneladas de CO₂ no período.
Em 2024, Swift vendeu um de seus aviões particulares, um Dassault Falcon 900LX, após enfrentar críticas pelo uso frequente da aeronave.










































