Os empresários Samara Martins e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca e do empresário Chaopeng Tan na marca de cosméticos Wepink, passaram a ser investigados pela Polícia Civil de São Paulo em um inquérito que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro com possível ligação ao tráfico de drogas.
A inclusão do casal na investigação ocorreu após decisão do delegado responsável pelo caso, que determinou diligências para localizá-los e ouvi-los sobre uma suposta participação em uma organização criminosa. Até o momento, a defesa de Samara Martins e Thiago Stabile não se manifestou publicamente sobre o caso.

Investigação envolve empresária conhecida como “Japa do PCC”
O inquérito tem como foco principal Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”. Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, apontado pelas autoridades como um dos responsáveis pela exportação de drogas para a facção criminosa PCC antes de ser morto, em 2018, na cidade de Santos.
Segundo as investigações, Karen Mori é suspeita de ter utilizado recursos provenientes do tráfico de drogas para investir em empresas, negócios imobiliários e empreendimentos ligados ao setor da beleza.
As autoridades agora apuram se parte desses investimentos teve relação com empresas das quais Samara Martins e Thiago Stabile participaram.
Origem da Pink Lash está entre os pontos analisados
As investigações também analisam a criação da Pink Lash, empresa que antecedeu a fundação da Wepink.
De acordo com informações reunidas pela Polícia Civil, Karen Mori teria sido responsável pelo aporte financeiro inicial da marca em 2017. Em declarações já divulgadas anteriormente, ela afirmou que investiu R$ 800 mil na abertura da primeira unidade da empresa utilizando recursos obtidos com a venda de um veículo pertencente ao marido.
Ainda segundo seu relato, a sociedade foi formada após conhecer Samara Martins, que realizava procedimentos estéticos em seus cílios. A empresária também declarou que o capital investido tinha origem em bens ligados ao companheiro.
Essas informações passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores e contribuíram para a ampliação do inquérito.
Fundação da Wepink
Após o rompimento da sociedade entre Karen Mori e os antigos parceiros, Samara Martins e Thiago Stabile se uniram ao empresário Chaopeng Tan e à influenciadora Virginia Fonseca para lançar a Wepink, em 2021.
Segundo relatos presentes na investigação, a divisão societária teria ocorrido em partes iguais entre os envolvidos, com Samara e Thiago responsáveis pela estratégia de marketing, Virginia pela divulgação da marca nas redes sociais e Chaopeng Tan pelos investimentos financeiros.
Karen Mori afirma que foi afastada do negócio durante esse processo e diz ter sido pressionada a vender sua participação na empresa.
Virginia Fonseca não é alvo deste inquérito
Embora seja sócia da Wepink, Virginia Fonseca não figura como investigada neste procedimento conduzido pela Polícia Civil de São Paulo.
Paralelamente, porém, a influenciadora é alvo de outra apuração, conduzida pela Polícia Federal, que busca esclarecer a legalidade de operações financeiras, a origem de recursos movimentados por empresas ligadas ao seu nome e a eventual prática de crimes fiscais, financeiros ou de lavagem de dinheiro.
Até o momento, não houve denúncia formal contra Virginia em nenhuma dessas investigações.
Justiça flexibiliza medidas contra Karen Mori
Como desdobramento do caso, a Justiça de São Paulo autorizou a revogação do uso de tornozeleira eletrônica por Karen Mori.
Pela decisão, ela deverá entregar o passaporte à Justiça no prazo estabelecido e continuará proibida de deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial. Também foram retiradas as restrições que impediam sua circulação durante a noite, fins de semana e feriados.
O POP Mais tenta contato com os investigados. A matéria será atualizada caso haja retorno.











































