Lançar o primeiro álbum de estúdio antes dos 20 anos foi mais do que um marco na carreira de Ágatha Félix. Para a artista, Antes dos 20 também representou um exercício de coragem. Participando ativamente da construção do projeto, ela fez questão de que cada faixa refletisse experiências reais, sem abrir mão da própria identidade.
Segundo a cantora, desde o início existia um ponto inegociável: a verdade.
“Eu não quis diminuir nada, quis que tudo fosse muito verídico. Queria cantar e me identificar com as músicas, poder defender essas histórias, desde lançar uma música falando de uma ‘querida’ até transicionar para a vida adulta. Além disso, sair da minha zona de conforto escrevendo em outros estilos foi essencial para o meu autoconhecimento e coragem.”
Essa escolha por uma narrativa mais íntima acabou aproximando ainda mais a artista do público. Ao compartilhar inseguranças, dúvidas e transformações vividas antes dos 20 anos, Ágatha percebeu que muitas pessoas passaram a enxergar suas próprias histórias nas canções.
“Com certeza. Ajudou as pessoas a se identificarem mais comigo e me ajudou a abraçar meus próprios sentimentos e imperfeições. Fortaleceu muito a minha relação com o público e a minha forma de escrever.”
Ao longo do álbum, a cantora também questiona a pressão que muitos jovens sentem para alcançar determinados objetivos antes de uma certa idade. Para ela, essa cobrança foi uma das motivações para criar a faixa-título e conduzir toda a narrativa do projeto.
“Sim! Eu falo muito sobre a cobrança de achar que está ‘atrasada’ na vida. Não existe estar atrasada na própria vida. O álbum traz esse desabafo sobre a ansiedade da idade, mas também a mensagem de que está tudo bem, as coisas vão dar certo e há muito tempo pela frente.”
Depois de colocar o projeto nas plataformas, a maior transformação aconteceu dentro dela mesma. Mais do que os números ou a repercussão, Ágatha destaca que o álbum a ensinou a confiar no próprio processo criativo e a não ter medo de se expor artisticamente.
“A maior surpresa foi aprender a sair da minha zona de conforto. Escrever de outros estilos, assumir um álbum tão pessoal e viver cada história. Aprendi muito sobre mim mesma, a confiar mais em mim e a ter coragem para me jogar 100% sem medo do que os outros vão dizer. Quando fiz isso, tive os melhores feedbacks e fui mais feliz e orgulhosa do que nunca do meu trabalho.”










































