Meses após ser afastada e expulsa de uma equipe de futsal por manter perfis em plataformas de conteúdo adulto, a atleta e Miss Portugal na Copa do Mundo Marcela Soares cumpriu uma promessa feita no auge da polêmica: voltou ao esporte com um time próprio.
Ele esteve à frente do Pride FC, equipe que terminou como vice-campeã da Copa do Brasil de Futebol 7. O detalhe que mais chamou atenção foi o uniforme estampando o logo da Privacy, plataforma onde Marcela produz conteúdo adulto e de onde veio parte do investimento inicial do projeto.

“Quando fui afastada, muita gente disse que eu deveria escolher entre o esporte e as plataformas. Eu escolhi investir no esporte justamente com o dinheiro que ganhei nelas”, afirma. “Patrocinei com meus nudes, corri atrás de parcerias, trouxe atletas e montamos uma equipe técnica de primeira divisão”.
Marcela conta que o objetivo era criar oportunidades para atletas mulheres e mostrar que uma carreira no universo adulto não deveria impedir ninguém de atuar no esporte. “O mesmo conteúdo que foi usado para me tirar de um time ajudou a colocar outro em uma final nacional. Acho que isso diz muita coisa”.
A atleta também destaca o apoio da Privacy e das profissionais envolvidas na construção da equipe. “Conseguimos montar um projeto competitivo, encontrar patrocinadores e chegar a uma final. É uma resposta para quem acreditava que minha história no esporte tinha acabado. Não duvidem de uma mulher livre, determinada, gostosa e habilidosa”, diz rindo.
Agora, após a campanha na Copa do Brasil, Marcela volta suas atenções para o Miss Copa do Mundo, concurso em que representa Portugal. A final acontece em 18 de julho, em São Paulo. “É uma novidade, estou me permitindo viver essa experiência também, vou me preparar para o desfile e mostrar que uma atleta pode ser gostosa, empresária, Miss, modelo e o que mais ela quiser”.










































