Condenado pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Cristian Cravinhos, de 50 anos, anunciou que passou a comercializar conteúdo adulto em plataformas digitais como forma de obter renda. Em regime aberto desde 2022, ele afirma que a decisão foi motivada pelas dificuldades financeiras enfrentadas após deixar o sistema prisional.
Segundo Cristian, a venda do material começou por meio de mensagens privadas nas redes sociais. Inicialmente, ele oferecia vídeos e fotografias mediante pagamento, negociando diretamente com os interessados. Após a divulgação de capturas de tela dessas conversas nas redes sociais, a iniciativa ganhou repercussão.

Em contato com a imprensa, Cristian confirmou que pretende ampliar a atividade e criar um perfil em uma plataforma de assinatura voltada à comercialização de conteúdo exclusivo, incluindo material adulto.
Antes de ingressar nesse segmento, ele tentava obter renda com a venda de quadros, pinturas a óleo e gravuras produzidas durante o período em que esteve preso na Penitenciária de Tremembé, em São Paulo. De acordo com ele, a comercialização das obras deixou de ser suficiente para cobrir as despesas da família.
“O recomeço fora da cadeia é muito duro”, afirmou ao justificar a mudança de atividade.
A repercussão em torno de Cristian voltou a crescer após o lançamento da série “Tremembé”, do Prime Video, que retrata histórias envolvendo detentos da penitenciária. O personagem inspirado em Cravinhos aparece em cenas que geraram grande debate nas redes sociais.
Cristian também declarou que já havia recebido propostas para atuar na indústria de conteúdo adulto anteriormente, mas que optou por recusá-las. Agora, afirma estar disposto a investir na nova atividade, inicialmente com produções solo.
Cristian Cravinhos foi condenado a mais de 40 anos de prisão pela participação no assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, crime cometido em conjunto com o irmão, Daniel Cravinhos, e Suzane von Richthofen. Ele passou ao regime aberto pela primeira vez em 2016, retornou à prisão em 2018 após ser detido por tentar subornar policiais militares durante o cumprimento do benefício e voltou ao regime aberto em 2022, condição em que permanece atualmente.









































