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Camila Cabello é alvo de críticas após dançarino usar blackface em performance

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Reprodução

Na última sexta-feira (23), Camila Cabello lançou seu novo single, “Don’t Go Yet”, e já aproveitou a ocasião para realizar a primeira performance ao vivo da canção no programa de Jimmy Fallon.

Acontece, que os internautas notaram que o dançarino da cubana, Dylan Pearce, estava usando maquiagem no rosto para aparentar ter um tom de pele mais escura, e logo foi acusado de blackface – uma pratica racista do final do século XIX, onde brancos usavam os rostos pintados para encenar papéis de pessoas pretas, já que estas eram impedidas de irem à teatros e shows.

Porém, segundo Camila, não foi esse o caso, e apenas uma forma de tentar fazer o dançarino aparentar uma pessoa dos anos 80, que teve um bronzeado malsucedido. Em suas redes sociais, Cabello escreveu: “Ei! então esse cara era apenas um homem branco com um bronzeado terrível. nós propositadamente tentamos reunir um grupo multicultural de performers, a expectativa não era que todos na performance precisassem ser latinos. Existem pessoas brancas, pessoas afro-americanas, pessoas latinas, etc. e então a questão não era tentar fazer com que todos parecessem latinos também. Há muitas pessoas na performance que não são. O objetivo era tentar fazer com que cada pessoa parecesse um personagem dos anos 80, como no vídeo, incluindo um cara branco com um bronzeado horrível de spray laranja”.

No Twitter, o nome da artista ficou entre os assuntos mais comentados deste sábado. Vários usuários não pouparam críticas à escolha da maquiagem aplicada no dançarino.

Camila Cabello e seu passado racista

Esta não é a primeira vez que Camila Cabello é envolta em racismo. Em 2019, a cantora cubana usou suas redes sociais para se desculpar sobre comentários racistas disparados por ela em 2012.

As publicações haviam sido postadas na conta da cantora no Tumblr. Na época, Camila tinha 15 anos, e usou termos como “nigga” e “nigger”, termos considerados extremamente racistas na língua inglesa e que remetem aos tempos da escravidão nos EUA.

“Quando eu era mais nova, usava uma linguagem que sou profundamente envergonhada e que vou me arrepender pra sempre. Eu era ignorante e uma vez que tive consciência da história, do peso e do verdadeiro significado deste linguajar, me senti profundamente envergonhada por usá-lo”, escreveu a cantora em suas redes sociais.

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